O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (4) que o Ministério da Saúde entregou apenas metade do total previsto para o estado

Redação Publicado em 04/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 13h38
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (4) que o Ministério da Saúde entregou apenas metade do total previsto para o estado de um lote de vacinas da Pfizer contra a Covid-19.
Segundo a gestão estadual, foram repassadas 228 mil doses a menos do que São Paulo teria direito na divisão proporcional das vacinas entre os estados de acordo com o tamanho da população, o que pode comprometer o calendário de imunização já anunciado, especialmente para a vacinação de adolescentes.
“A última remessa da Pfizer, a quantidade foi reduzida à metade, sem nenhuma justificativa. A decisão, que como governador qualifico como arbitrária, representa a quebra do pacto federativo. E o governo federal decidiu punir quem fez o certo e quem foi eficiente na vacinação”, disse Doria.
O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, protocolou um ofício junto ao Ministério da Saúde solicitando que as 228.150 doses que estavam previstas para o estado sejam entregues em até 24 horas.
“O plano nacional de imunização é seguido de uma forma ética e planejada pelo governo do estado de São Paulo. O estado não poderia ter sido surpreendido por uma medida tão descabida. São 230 mil pessoas que passam a deixar de serem imunizadas”, disse Gorinchteyn.
O governador ainda disse que São Paulo seguirá entregando ao governo federal as vacinas da CoronaVac previstas em contrato.
“Quero informar ao ministro Marcelo Queiroga que nós não faremos retaliação com o seu ministério. Hoje entregamos 2 milhões de doses da vacina do Butantan para o Ministério da Saúde pra vacinação de 2 milhões de brasileiros. Continuaremos a entregar a vacina do Butantan dentro dos prazos previstos.”
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G1

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