Deputado ameaça deixar o partido após barrar filiação de Eduardo Cunha em Minas Gerais e troca críticas públicas com Eduardo Bolsonaro.

Ana Beatriz Publicado em 12/02/2026, às 11h46
Uma disputa interna no Partido Liberal (PL) gerou tensões entre lideranças da direita, após o deputado Nikolas Ferreira ameaçar deixar a legenda devido a divergências sobre alianças eleitorais, especialmente em relação à filiação de Eduardo Cunha ao partido em Minas Gerais.
Nikolas Ferreira se opôs à candidatura de Cunha, estabelecendo um ultimato ao PL e evidenciando divisões sobre a estratégia política do partido para as próximas eleições, além de críticas à sua atuação legislativa, como a votação contra a Medida Provisória do Gás do Povo.
A situação atual reflete instabilidade interna no PL, com a Diocese local intervindo para mitigar o desgaste público e um levantamento apontando que Nikolas teve apenas um projeto aprovado em três anos, intensificando as críticas à sua atuação no Congresso.
Uma disputa interna no Partido Liberal (PL) provocou tensão entre lideranças da direita após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ameaçar deixar a legenda em meio a divergências sobre estratégias políticas e alianças eleitorais. O impasse ganhou força após o parlamentar barrar a possível filiação do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, ao diretório do partido em Minas Gerais.
Segundo relatos dos bastidores políticos, Nikolas afirmou que não apoiaria a candidatura de Cunha dentro da sigla e estabeleceu um ultimato ao partido ao indicar que não aceitaria atuar como puxador de votos para o ex-deputado. A posição evidenciou divergências dentro do PL sobre a ampliação do grupo político e o direcionamento estratégico para as próximas eleições.
O embate também se estendeu a declarações públicas envolvendo o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em entrevista, Nikolas criticou cobranças que, segundo ele, estaria recebendo do colega de partido. O parlamentar afirmou que não pretende valorizar ou apoiar quem, na visão dele, estaria exercendo pressão política.
Além das disputas internas, o deputado mineiro também enfrentou críticas relacionadas à sua atuação legislativa. Nikolas foi alvo de questionamentos após votar contra a chamada Medida Provisória do Gás do Povo. A decisão provocou manifestações contrárias de um padre em Minas Gerais, o que gerou repercussão nas redes sociais. Após o episódio, a Diocese local interveio para conter o desgaste envolvendo o debate público.
Outro ponto que alimentou críticas foi um levantamento sobre a produção legislativa do parlamentar, indicando que, ao longo de três anos de mandato, Nikolas teve apenas um projeto aprovado na Câmara dos Deputados, em coautoria com outros parlamentares.
O cenário evidencia um momento de instabilidade interna no PL e expõe divergências estratégicas entre lideranças que integram o campo conservador no Congresso Nacional.
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