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Golpe de Estado

Defesa de Bolsonaro exige acesso completo às mensagens interceptadas pela PF

Ação foi movida após o ministro Alexandre de Moraes decidir retirar o sigilo do relatório da Polícia Federal obre uma suposta tentativa de golpe de Estado

Defesa de Bolsonaro exige acesso completo às mensagens interceptadas pela PF - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Tânia Rêgo
Defesa de Bolsonaro exige acesso completo às mensagens interceptadas pela PF - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Tânia Rêgo

William Oliveira Publicado em 27/11/2024, às 12h25


Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, filiado ao Partido Liberal (PL), estão preparando um pedido formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ter acesso completo às gravações e mensagens interceptadas pela Polícia Federal durante as investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado. A defesa busca examinar detalhadamente os materiais coletados na operação que envolve Bolsonaro e seus apoiadores.

Na última terça-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes decidiu retirar o sigilo do relatório da Polícia Federal sobre a investigação. No entanto, os advogados de Bolsonaro pretendem obter toda a documentação relacionada, alegando que partes cruciais ainda não foram divulgadas.

Recentemente, 37 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro, foram indiciadas no âmbito dessa investigação conduzida pela Polícia Federal. As apurações indicam que o grupo teria planejado ações extremas, como atentados contra a vida de figuras públicas proeminentes, incluindo o ministro Moraes, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. O objetivo seria garantir a continuidade de Bolsonaro no poder.

O relatório conclusivo da PF sugere que Bolsonaro estava ciente dos planos e o identifica como líder do grupo. A documentação revela que ele teria desempenhado um papel central na articulação e execução das ações planejadas.

Embora o ex-presidente ainda não tenha se pronunciado oficialmente sobre as conclusões do relatório, ele comentou a situação nesta semana, refutando qualquer envolvimento em atividades golpistas.

"Ninguém vai dar golpe com general da reserva e mais meia dúzia de oficiais. É um absurdo o que estão falando. Da minha parte, nunca houve discussão de golpe", declarou Bolsonaro, negando as acusações.

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