A CPI resiste em convocar Guilherme Ávila que ganha status de protegido, mas convocou o ex-prefeito Emanuel Mariano, além de historiadores e agente cultural, que nada acrescentaram

Jair Viana Publicado em 27/08/2022, às 17h05
Faltando apenas cinco dias para seu encerramento, a Comissão Parlamentar e Inquérito (CPI) instalada para investigar o desvio de cerca de R$ 10 milhões em obras no Recinto de eventos, em Barretos, interior de São Paulo, ainda não convocou o ex-prefeito da cidade, Guilherme Ávila (PSDB), responsável pela gestão da obra e pagamento à empresa vencedora.
Já ouviram até historiadores e agente cultural, mas se negam a convocar o ex-prefeito. Ainda não houve pedido de prorrogação do prazo de investigação.
O único político ouvido até agora foi o ex-prefeito Emanuel Mariano de Carvalho, que contratou a obra à época. Carvalho foi ouvido no dia 29 de junho, mas seu depoimento não foi revelado.
Os vereadores da CPI tomaram depoimentos de historiadores e um agente cultural da cidade, mas não demonstram interesse em convocar Guilherme Ávila.
O relator da CPI do Recinto, vereador Raphael Silvério, por coincidência, do mesmo partido de Ávila, disse que “se a Comissão acha que há necessidade de convocar, será convocado”.
O presidente da Comissão, vereador Angelo Tegami (PV), depois de ser insistentemente questionado, afirmou “pode ter certeza que todos serão ouvidos. Só os outros dois vereadores (Nestor Leonel e Raphael) não aprovarem as intimações”.
Até o início deste sábado (27), Ávila não havia sido intimado.
Os membros da CPI não revelam detalhes das investigações. No próximo dia 30 haverá outra audiência da CPI.
O ex-prefeito Guilherme Ávila foi procurado e até o fechamento desta reportagem não havia se manifestado.
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