Com temperatura global recorde, o mês iguala o calor de 2023

Sabrina Oliveira Publicado em 06/09/2024, às 11h28
Agosto de 2024 foi registrado como um dos meses mais quentes da história, igualando-se ao recorde estabelecido em agosto de 2023. De acordo com dados divulgados pelo observatório europeu Copernicus, este é o décimo terceiro mês, em um período de 14, em que as temperaturas médias globais ultrapassaram 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. Esse marco reforça a crescente preocupação de cientistas e especialistas sobre a gravidade da crise climática que o planeta enfrenta.
Desde junho de 2023, o planeta vem batendo sucessivos recordes de temperatura, mês após mês, o que evidencia uma tendência alarmante de aquecimento global. Somente julho de 2024 não superou o limite histórico, mas os demais meses continuam a destacar o impacto das mudanças climáticas. Em agosto de 2024, a temperatura média da superfície terrestre foi 0,71°C mais alta do que a média entre 1991 e 2020, confirmando a anomalia térmica que tem sido observada nos últimos anos.
O observatório Copernicus utiliza o termo “anomalia de temperatura” para descrever o quanto os níveis atuais de calor se desviam das médias históricas. Esse desvio é um reflexo direto do aquecimento global, impulsionado pela queima de combustíveis fósseis e pela emissão crescente de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono. Desde o século XVIII, com o início da Revolução Industrial, o planeta tem experimentado um aquecimento constante, mas nas últimas décadas esse fenômeno acelerou de forma preocupante.
A média de temperatura global entre setembro de 2023 e agosto de 2024 foi a mais alta já registrada, com um aumento de 0,76°C em relação ao período de 1991 a 2020, e 1,64°C acima da média pré-industrial. Essa tendência de elevação reflete o agravamento da crise climática, que se manifesta em fenômenos extremos como ondas de calor, secas severas, derretimento de geleiras e mudanças abruptas nos ecossistemas. Em adição a isso, especialistas alertam que o impacto dessas altas temperaturas tem consequências diretas para a saúde humana, a agricultura e a biodiversidade global.
O ano de 2024 ainda não terminou, mas os dados até agora indicam que este será um dos anos mais quentes já registrados na história.
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