Ex-delegado-geral da Polícia Civil foi assassinado a tiros no litoral; despedida contou com familiares, amigos e representantes do governo estadual e municipal

Lívia Gennari Publicado em 16/09/2025, às 18h33
O corpo do ex-delegado-geral da Polícia Civil de São Paulo, Ruy Ferraz Fontes, assassinado na última segunda-feira (15) em Praia Grande, foi sepultado por volta das 17h30 desta terça-feira (16), no Cemitério da Paz, no Morumbi, Zona Sul da capital.
Familiares, amigos, políticos e autoridades acompanharam o velório na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). O corpo deixou o Instituto Médico Legal (IML), no Centro, por volta das 7h30 e chegou à Alesp às 11h10, onde permaneceu em velório até as 15h.
O velório e o enterro contaram com a presença de autoridades estaduais e municipais, incluindo o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, deputados, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), membros do governo paulista, policiais civis e o procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa.
Também esteve presente o prefeito de Praia Grande, Alberto Mourão (MDB), acompanhado do secretário de segurança de São Paulo, Guilherme Derrite e do secretário-executivo da SSP, delegado Osvaldo Nico. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não participou.

O crime
Ruy Ferraz foi executado a tiros enquanto estava em seu carro em Praia Grande, no litoral sul de São Paulo. Ele foi perseguido por criminosos armados, colidiu o veículo contra um ônibus e, em seguida, foi alvejado por disparos. O Samu chegou a ser acionado, mas a morte foi confirmada no local.
A Polícia Civil investiga duas linhas principais para a motivação do crime: vingança devido à atuação histórica de Ruy contra o Primeiro Comando da Capital(PCC) ou retaliação de criminosos ligados à sua atuação na Secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande.
Carreira
Com mais de 40 anos de serviço na Polícia Civil, Ruy Ferraz teve uma carreira marcada por atuação em unidades estratégicas como Deic, Denarc, Divisão de Homicídios e Decap. Ele participou de operações importantes contra o crime organizado e, em 2019, chegou a ser ameaçado por Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC.
O governador Tarcísio de Freitas determinou a mobilização total da polícia paulista, criando uma força-tarefa envolvendo Deic e DHPP para identificar os responsáveis pelo assassinato.
"Estamos trabalhando para identificar e prender os criminosos responsáveis, para que sejam exemplarmente punidos pela Justiça, com todo o rigor da lei”, afirmou o governador.
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