Três agentes da Polícia Rodoviária Federal foram afastados após o caso

Lillia Soares Publicado em 08/09/2023, às 15h53
Na noite da última quinta-feira (7), em Seropédica, no Rio de Janeiro, uma menina de 3 anos foi atingida por tiros dentro do carro da família. A família responsabiliza a PRF pelos disparos e três agentes foram afastados durante a investigação.
Segundo informações do portal UOL, a família retornava de uma viagem durante o feriado quando se deparou com um posto de monitoramento da PRF no Arco Metropolitano. De acordo com o relato do pai da criança à TV Globo, o condutor do veículo, William Silva, afirmou que não recebeu nenhuma ordem para parar.
Apesar de reduzir a velocidade e sinalizar sua intenção de parar, o carro foi alvejado por tiros. Segundo o relato do pai da criança, ele percebeu que estava sendo seguido de perto por uma viatura da PRF e decidiu encostar o veículo.
“A Polícia Rodoviária Federal estava parada ali no momento que a gente passou. A gente passou e eles vieram atrás. Aí eu falei: 'Bom, tudo bem, mas eles não sinalizaram para parar'. E aí, como eles estavam muito perto, eu dei seta e, neste momento, que meu carro já estava quase parado, eles começaram a efetuar os disparos”, conta William.
A família saiu do carro às pressas ao perceber que a criança estava ferida. William explicou: "Eu saí imediatamente para que eles parassem de atirar e vissem que havia uma família dentro do veículo".
Os policiais, em um estado de desespero, afirmaram que os disparos tinham origem em outro local, uma alegação que o pai contesta firmemente. William argumentou: "Eles disseram que os tiros vieram de outros lugares, mas naquela hora, na escuridão do Arco Metropolitano à noite, só havia o meu carro e o carro deles presentes".
De acordo com nota do Hospital Adão Pereira Nunes, o tiro atingiu a cabeça, a coluna cervical e a escápula. Ela deu entrada na unidade com "rebaixamento de nível de consciência" e foi sedada e entubada antes da cirurgia.
Em uma declaração oficial, a corporação anunciou que os agentes envolvidos passarão por avaliação psicológica e expressou profundo pesar pela situação. Uma arma foi confiscada para análise pericial. A PRF aguardará os resultados da perícia para confirmar se o tiro foi disparado por um dos agentes.
O ministro da Justiça, Flávio Dino, utilizou sua conta no antigo Twitter para exigir esclarecimentos e ação imediata da PRF do Rio. Ele também ressaltou a importância da revisão da doutrina policial e dos manuais de procedimento da PRF para garantir celeridade na investigação.
Em uma entrevista à Globonews, Fernando Oliveira, que lidera a gestão da PRF, assegurou que estão combatendo ativamente esse tipo de comportamento.
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