A mãe da vítima afirmou que diversas assistências básicas ao filho foram negadas pelo Estado

Mateus Omena Publicado em 13/12/2022, às 18h32
Um jovem foi vítima de um trágico episódio que mudou sua vida radicalmente. Ele foi atropelado quando saiu pela rua para entregar currículos para tentar conseguir seu primeiro emprego. Devido à gravidade do impacto, Richard Ribeiro acabou paraplégico e vive acamado até hoje.
O caso aconteceu em meados de 2017 em Gurupi, no Tocantins, quando Richard tinha 18 anos. Atualmente, a família da vítima busca ajuda para manter o tratamento e os cuidados básicos.
Em entrevista à TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo, a mãe de Richard, Cláudia Ribeiro Santana, lamenta a situação do filho e luta para que ele tenha melhores condições de vida.
Segundo a mãe, ele precisa de um tratamento com a toxina botulínica, para tentar destravar o movimento dos membros, no entanto substância teria sido negada pelo SUS.
De acordo com informações da emissora, a Secretaria de Estado da Saúde (SES) afirmou que faz o acompanhamento do jovem e negou que tenha recebido solicitação de toxina botulínica.
Richard também precisa de ventilação especial para evitar feridas na pele. A alimentação é por sonda com uma fórmula especial e o jovem ainda precisa de três medicações de uso contínuo, uma delas para evitar crises convulsivas.
"Ele recebe o BPC Loas [Benefício de Prestação Continuada] de um salário mínimo, mas moro de aluguel, tenho que pagar energia, água, alimentação para mim, tenho que comprar os remédios dele que custam R$ 700 por mês. Não posso trabalhar porque ele depende de mim 24 horas", explicou Cláudia.
O acidente ocorreu logo depois que Richard completou 18 anos. Ele tinha acabado de concluir o ensino médio e saiu de casa de bicicleta, com o currículo na mão, para se candidatar a uma vaga de emprego, mas foi atropelado por um carro.
Por causa do impacto, ele teve traumatismo craniano que resultou em uma grave paralisia cerebral. Segundo a mãe, a cada dia que passa, as pernas e braços do jovem vão ficando mais atrofiados. Os desafios para se movimentar prejudicam também a higiene do corpo, que é feita com a ajuda da mãe.
Claudia também alegou que já tentou sessões de fisioterapia pela rede pública, mas não conseguiu.
Por outro lado, uma alternativa de tratamento seria com a aplicação de injeções de toxina botulínica mensais.
Mesmo assim, Claudia informou que a solicitação foi negada pela Secretaria Estadual da Saúde e na rede particular a medicação custaria R$ 6 mil por mês. “A atrofia dele está em grau 4, que é muito severa. Está prejudicando a circulação sanguínea dele, os pés estão inchando, e isso pode acarretar um problema cardíaco”, disse.
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