Diário de São Paulo
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Tarcísio se reúne com governadores para discutir apoio ao Rio após operação policial que deixou 132 mortos

Reunião aborda formas de apoio ao governo Cláudio Castro e ações de segurança após megaoperação nas comunidades do Complexo do Alemão e Penha

Tarcísio e Cláudio Castro tratam de ações de apoio após operação no Rio - Imagem: Reprodução
Tarcísio e Cláudio Castro tratam de ações de apoio após operação no Rio - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 29/10/2025, às 16h00


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou nesta quarta-feira (29), de uma reunião remota com outros governadores aliados para discutir um possível apoio ao Rio de Janeiro após a operação policial que deixou pelo menos 132 mortos, entre eles quatro policiais.

Além de Tarcísio, que cumpre agenda em Brasília, participaram do encontro os governadores Romeu Zema (Minas Gerais), Ronaldo Caiado (Goiás), Jorginho Mello (Santa Catarina) e Mauro Mendes (Mato Grosso). O grupo pretende se reunir presencialmente na próxima sexta-feira (30), no Rio, para discutir medidas conjuntas de enfrentamento ao crime organizado.

Enquanto Ronaldo Caiado confirmou presença na reunião presencial, Tarcísio de Freitas não deve viajar ao Rio. O encontro reforça o alinhamento político entre os gestores e indica uma tentativa de atuação coordenada entre estados governados por aliados de direita em temas de segurança pública.

De acordo com assessores, o objetivo é oferecer apoio político e institucional ao governador Cláudio Castro (PL), em meio à repercussão da megaoperação conduzida nas comunidades do Complexo do Alemão e da Penha.

A ação mirou o Comando Vermelho, a principal facção criminosa do estado, e buscava apreender fuzis e desarticular a estrutura da organização. A Polícia Civil do Rio classificou o dia da operação como “histórico” no combate ao tráfico de drogas.

A ação mobilizou cerca de 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, tornando-se a maior operação realizada no Rio de Janeiro nos últimos 15 anos. Batizada de Operação Contenção, a ofensiva resultou na morte de 132 pessoas, sendo 128 civis e quatro policiais, segundo o balanço mais recente divulgado pela Defensoria Pública do estado. Ao todo, 113 pessoas foram detidas durante a ação.


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