Governador afirma que policiais mortos foram únicas vítimas

Gabriela Nogueira Publicado em 29/10/2025, às 15h47
Nesta quarta-feira (29), o governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou que a Operação Contenção foi um êxito, enfatizando que as únicas vítimas dos confrontos foram os policiais que perderam a vida durante a ação. "Estamos tranquilos para defender as ações realizadas. Quero expressar minhas condolências às famílias dos quatro heróis que sacrificaram suas vidas para proteger a população. Eles foram, sem dúvida, as verdadeiras vítimas", declarou Castro em uma coletiva de imprensa no Palácio Guanabara, sede do governo estadual.
Durante sua fala, o governador questionou a legitimidade de identificar os mortos como criminosos, mencionando que o conflito ocorreu em área de mata e não em regiões urbanas. "Quais são as evidências que sustentam a crença de que todos eram criminosos? O confronto não se deu em área edificada, mas sim na mata. Dificilmente alguém estaria passeando por ali em um dia de conflito. Portanto, podemos classificar esses indivíduos como criminosos com segurança", acrescentou.
Na mesma ocasião, Cláudio Castro informou que o número oficial de mortes resultantes da operação das polícias Civil e Militar nos complexos da Penha e do Alemão foi revisado para 58, incluindo os quatro agentes das forças de segurança. O governador não esclareceu os motivos da discrepância nos números apresentados anteriormente, mas garantiu que haverá novas atualizações. No dia anterior, o governo havia contabilizado 64 mortos.
Além disso, Castro se absteve de comentar sobre os aproximadamente 60 corpos que teriam sido retirados da área da mata pelos moradores do Complexo da Penha após o ocorrido, considerado a operação mais letal na história do estado.
O governador também destacou que o estado do Rio é um dos principais focos dos problemas relacionados à segurança pública no Brasil. "Demonstramos ontem um forte golpe na criminalidade e mostramos nossa capacidade de vencer batalhas. Entretanto, precisamos reconhecer com humildade que essa luta não pode ser enfrentada sozinha. É hora de unir forças e deixar de lado a politicagem", enfatizou.
Entretanto, os moradores da cidade viveram momentos de tensão durante a operação policial na terça-feira (28), enfrentando dificuldades para retornar para casa devido aos bloqueios nas vias e aos intensos tiroteios.
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