Diário de São Paulo
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Quadrilha de agiotas é alvo da segunda fase da Operação Castelo de Areia no interior de SP

Grupo movimentou R$ 31 milhões com empréstimos a juros abusivos; 16 foram presos e um segue foragido

Armas, dinheiro, cheques e artigos de luxo foram apreendidos na ação - Imagem: Divulgação | GAECO
Armas, dinheiro, cheques e artigos de luxo foram apreendidos na ação - Imagem: Divulgação | GAECO

Lívia Gennari Publicado em 04/06/2025, às 18h59


O Ministério Público de São Paulo (MPSP), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), e com apoio da Polícia Militar deflagraram, na manhã da última terça-feira (3), a segunda fase da Operação Castelo de Areia, que mira uma quadrilha especializada em esquemas de agiotagem no interior de São Paulo.

A ação resultou na prisão de 16 pessoas, sendo 14 em Franca (SP), uma em Ribeirão Preto (SP) e outra em Pedro Leopoldo, em Minas Gerais. Um dos alvos segue foragido. Além das prisões, foram apreendidos dinheiro, armas, cheques, veículos e objetos de alto valor.

Imagem: Reprodução | GAECO

A investigação

De acordo com as investigações, o grupo criminoso realizava empréstimos a juros abusivos e, quando as vítimas não conseguiam arcar com os valores cobrados, recebiam ameaças constantes, eram intimidados e em alguns casos, eram alvos até de violência física. Só nesta segunda fase da operação, a polícia descobriu a movimentação de aproximadamente R$ 31 milhões nos últimos quatro anos.

Ao todo, foram cumpridos 22 mandados de busca e apreensão, que resultaram no recolhimento de:

  • 15 aparelhos celulares;
  • Computadores;
  • Documentos com anotações dos negócios ilícitos;
  • 3 armas de fogo;
  • R$ 50 mil em dinheiro vivo;
  • R$ 100 mil em cheques;
  • Artigos de luxo, como um relógio Rolex.

Os veículos dos suspeitos também foram bloqueados, como forma de atingir o patrimônio da quadrilha e enfraquecer seu fluxo financeiro.

A operação é um desdobramento da primeira fase, realizada entre novembro de 2023 e janeiro de 2024, quando sete pessoas foram presas, incluindo um ex-policial civil. Na época, os investigados foram acusados de movimentar outros R$ 36 milhões através do mesmo esquema ilegal. Todos os envolvidos na primeira fase já foram condenados a 20 anos de prisão.

Apesar das condenações, o Ministério Público identificou que outros membros mantiveram a quadrilha ativa. Conversas interceptadas pela investigação mostram que eles afirmavam que “nada os intimidaria” e que poderiam continuar agindo livremente.

Contudo, o Ministério Público informou que as investigações continuam e que busca localizar o foragido, além de rastrear outros possíveis envolvidos no esquema.

A Operação Castelo de Areia é mais uma ação integrada das forças de segurança de São Paulo no combate ao crime organizado e à prática de agiotagem, que impacta diretamente pessoas em situação de maior vulnerabilidade financeira.


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