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Furtos e roubos a residências caem 26% em SP, aponta relatório da Secretaria de Segurança Pública

Operações das polícias Civil e Militar têm desarticulado quadrilhas especializadas e identificado receptadores de alto padrão; até este mês, mais de R$ 10 milhões em bens foram recuperados

Redução dos crimes reforça importância do trabalho integrado das polícias - Imagem: Reprodução | SSP-SP
Redução dos crimes reforça importância do trabalho integrado das polícias - Imagem: Reprodução | SSP-SP

Lívia Gennari Publicado em 23/05/2025, às 16h22


O trabalho integrado das Polícias Civil e Militar tem garantido resultados significativos no combate às quadrilhas especializadas em furtos e roubos a residências em São Paulo. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP) mostram que a repressão qualificada a esses crimes resultou na redução de 26% nas ocorrências em todo o estado no primeiro trimestre de 2025.

Entre janeiro e março deste ano, foram feitas 9,5 mil denúncias de furtos e roubos a residências em São Paulo, bem menos que as 12,9 mil ocorrências registradas no mesmo período do ano passado.
Na prática, 3,3 mil casas a menos foram invadidas, reflexo direto do trabalho das forças de segurança.

De acordo com o delegado Fábio Sandrin, da 4ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), o principal fator para o êxito das operações é a identificação dos receptadores de alto nível, que são os responsáveis pela revenda dos itens roubados. Esse trabalho de inteligência tem permitido não só a prisão dos envolvidos, mas também a recuperação de parte dos bens, a maioria sendo artigos de luxo como joias, relógios, armas e dinheiro em espécie.

“A unidade identifica e prende integrantes de quadrilhas especializadas após um minucioso trabalho de inteligência. Alguns criminosos migram para outros estados, porém com o intercâmbio de informações, eles são identificados, possibilitando assim a diminuição da reincidência criminosa”, explica o delegado.

Crimes em queda na capital

Na cidade de São Paulo, a redução no número de furtos e roubos a residências foi de 12% no primeiro trimestre, com 1,3 mil casos registrados. A tendência de queda segue o movimento observado em 2024,  que fechou o ano com 27% menos casos que no ano anterior, resultando numa redução de cerca de 2 mil ocorrências.

Prisões e recuperação de bens

Um dos casos mais recentes ocorreu em fevereiro, quando seis integrantes de uma quadrilha que atuava em bairros nobres da capital foram presos. O grupo é suspeito de pelo menos seis furtos, cinco deles cometidos em apenas um mês. As ações criminosas ocorreram em regiões como Perdizes, Pinheiros, Lapa e Brooklin.

Após três dias de monitoramento, os policiais do Deic capturaram os criminosos no bairro do Sumaré, na zona oeste da capital. Com eles foram encontrados dois veículos furtados, além de ferramentas como luvas e chaves de fenda usadas nos arrombamentos. Cinco dos presos já tinham antecedentes criminais por tráfico, receptação e invasão de residências.

Imagem: Divulgação | SSP-SP

Receptação internacional

Além de desarticular as quadrilhas, as equipes policiais também miram quem compra e revende os produtos roubados. Mais de 35 receptadores foram identificados este ano em São Paulo, alguns deles com empresas formalizadas e alto poder aquisitivo. De acordo com a polícia, parte dos itens roubados, principalmente joias e relógios de luxo, eram enviados ao exterior.

Somente este ano, a 4ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Condomínios e Residências prendeu 16 criminosos.

“Outros já têm prisão decretada e continuamos trabalhando para que essas ordens sejam cumpridas o quanto antes”, afirma Sandrin.

O balanço das apreensões também impressiona: até maio, os policiais do Deic recuperaram cerca de R$ 484,4 mil em dinheiro e mais de R$ 10 milhões em bens, entre eles pedras preciosas, joias, relógios e bolsas de grife. Em 2024, as apreensões somaram 244 pedras preciosas, 380 joias, 934 anéis, 391 colares, 147 bolsas e 327 relógios.

Os resultados reforçam a importância da atuação integrada entre as forças policiais e o uso de tecnologia e inteligência para prevenir crimes e garantir a segurança da população. A expectativa é que, com o fortalecimento das ações de repressão e investigação, os índices sigam em queda nos próximos meses.


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