Diário de São Paulo
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Prisão em SP: quadrilha usava “sósias” e inteligência artificial para falsificar documentos de médicos

Suspeitos usavam IA para para burlar biometria facial e movimentar contas bancárias em nome dos médicos, com transações que ultrapassaram R$ 700 mil

Grupo usava tecnologia para enganar bancos e fraudar médicos - Imagem: Reprodução | Polícia Civil
Grupo usava tecnologia para enganar bancos e fraudar médicos - Imagem: Reprodução | Polícia Civil

Lívia Gennari Publicado em 12/08/2025, às 13h31


A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu, na manhã desta terça-feira (12), um homem de 44 anos em São Paulo, suspeito de integrar uma quadrilha que recrutava “sósias” e utilizava inteligência artificial para criar documentos falsos em nome de médicos gaúchos. A ação faz parte de uma operação que envolve ainda outros estados, como Pará e Espírito Santo.

Segundo a investigação, o homem detido em São Paulo era responsável por localizar pessoas com características físicas semelhantes às dos médicos vítimas e providenciar as fotos utilizadas na elaboração dos documentos falsificados. O objetivo do grupo era burlar sistemas de reconhecimento facial, como a biometria facial usada por bancos e outras instituições financeiras.

O esquema criminoso permitia à quadrilha abrir contas bancárias em nome dos médicos e movimentar grandes quantias de dinheiro. Em um dos casos apurados, houve a tentativa de transferir mais de R$ 700 mil por meio de uma corretora de investimentos. Ao todo, cinco médicos do Rio Grande do Sul foram identificados como vítimas da fraude.

Além da prisão na capital paulista, a operação cumpriu mandados de busca e apreensão em Ananindeua (PA) e Vila Velha (ES), onde outros dois suspeitos foram detidos. Um deles, de 20 anos, era responsável por fornecer informações sigilosas ao grupo por meio de um robô que coletava automaticamente dados pessoais em grupos de WhatsApp. O outro, com 29 anos, atuava na fabricação e fornecimento dos documentos falsos.

A Polícia Civil investiga os suspeitos pelos crimes de estelionato, falsificação de documentos, invasão de dispositivos informáticos e lavagem de dinheiro. A ação reflete o avanço das autoridades no combate a fraudes digitais que envolvem o uso de tecnologias como a inteligência artificial e o recrutamento de pessoas para golpes sofisticados.

A investigação segue em andamento para identificar outras possíveis vítimas e desarticular toda a rede criminosa.


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