Nova fase da Operação NIX cumpre mandados em quatro estados contra grupo suspeito de crimes virtuais, invasões e ameaças a autoridades

Lívia Gennari Publicado em 12/08/2025, às 12h19
Deflagrada na última segunda-feira (11), pela Polícia Civil de São Paulo, a nova fase da operação “NIX – Oculus Legis”, voltada ao combate de crimes cometidos em plataformas digitais, resultou no cumprimento de dois mandados de prisão, três de internação de adolescentes e 14 de busca e apreensão em quatro estados. A ação foi coordenada pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (NOAD) da Secretaria da Segurança Pública (SSP).
Os mandados de prisão foram cumpridos na zona sul da capital paulista e em Santa Cruz do Rio Pardo, no interior do estado. Já as demais ordens judiciais foram executadas em João Pessoa (PB), Maringá (PR) e Camaragibe (PE).
Segundo as investigações, o grupo investigado agia como organização criminosa especializada na venda de pornografia infantil, além de promover ataques virtuais contra autoridades ligadas ao NOAD. As ameaças teriam ocorrido após fases anteriores da operação, que levaram à prisão de líderes de uma rede que atuava dentro da plataforma Discord, responsável por crimes como estupro virtual, incentivo à automutilação e indução ao suicídio de centenas de vítimas.
Além dos crimes ligados à pornografia infantil e ataques virtuais, os alvos desta fase também são investigados por invasões a sites governamentais, onde teriam inserido dados falsos em sistemas públicos - ações comprometem a segurança e a integridade das informações oficiais, afetando serviços essenciais e o funcionamento de órgãos públicos. O inquérito ainda apura crimes de lavagem de dinheiro, usados para disfarçar a origem ilícita dos recursos obtidos, e associação criminosa, que caracteriza a organização estruturada para a prática contínua dos delitos.
O secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, destacou que a atuação da Polícia Civil busca mostrar que crimes virtuais serão punidos com rigor.
"Esses indivíduos precisam entender que a internet não é terra sem lei. O núcleo que criamos na SSP tem uma equipe que está fazendo um trabalho inédito no país para investigar e responsabilizar criminosos que antes se escondiam no anonimato da internet. O fato das autoridades receberem ameaças mostra que nosso trabalho está incomodando, e não vamos parar", afirma Derrite.
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