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Polícia

Polícia prende suspeito de mega fraude de mais de R$ 500 Milhões com Pix em São Paulo

A prisão está relacionada a operações fraudulentas que usaram o Pix e miraram uma empresa que presta serviços ao Banco Central

Um dos responsáveis pela invasão que causou R$ 541 milhões em prejuízo foi preso em São Paulo, segundo a Polícia Civil - Foto: Reprodução
Um dos responsáveis pela invasão que causou R$ 541 milhões em prejuízo foi preso em São Paulo, segundo a Polícia Civil - Foto: Reprodução

Redação Publicado em 04/07/2025, às 09h23


Uma das maiores invasões a sistemas eletrônicos já vistas no Brasil, que causou um prejuízo estimado em R$ 541 milhões, teve um de seus responsáveis preso nesta sexta-feira (04) em São Paulo. A prisão, realizada pela Polícia Civil, está ligada a operações fraudulentas usando o Pix, que miraram uma empresa que presta serviço para o Banco Central.

A ação foi conduzida pela 2ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) do DEIC, parte da Polícia Civil de São Paulo.

Funcionário suspeito confessa participação em megaesquema

Durante a investigação, os policiais descobriram que um funcionário da C&M Software, empresa responsável por guardar transações entre o BMP (Banco do Futuro) e o Banco Central, tinha participação no crime. O colaborador, que atuava como operador de TI, foi preso no bairro City Jaraguá, na zona norte de São Paulo.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito confessou ter sido aliciado por criminosos e que os ajudou a invadir o sistema. Ele permitiu que fossem feitas transferências eletrônicas em massa diretamente para o Banco Central. Os valores, em grande volume, foram então repassados de forma combinada para outras instituições financeiras.

Bloqueio de valores e continuidade da investigação

Como parte da operação, um valor de R$ 270 milhões foi bloqueado em uma das contas usadas para receber o dinheiro desviado. Essa medida é importante para tentar recuperar parte do prejuízo e conter mais danos.

Os mandados de prisão temporária, busca e apreensão, e bloqueio de valores foram expedidos pela Justiça e cumpridos pela equipe da DCCIBER. As investigações continuam com o objetivo de identificar e prender os outros envolvidos neste megaesquema de fraude eletrônica, que causou um impacto financeiro tão grande no país.


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