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Avanço na investigação

Polícia prende quinto suspeito pela morte de PM encontrado enterrado em sítio

Investigação aponta que policial pode ter sido executado após desentendimento e levado ao criminal do crime

O quinto suspeito foi detido em São Paulo, enquanto a investigação sobre a morte do PM Fabrício Gomes continua em andamento - Imagem: Reprodução
O quinto suspeito foi detido em São Paulo, enquanto a investigação sobre a morte do PM Fabrício Gomes continua em andamento - Imagem: Reprodução

Letícia Sales Publicado em 17/01/2026, às 15h17


A Polícia Civil prendeu nesta sexta-feira (16) o quinto suspeito de envolvimento na morte do policial militar Fabrício Gomes de Santana, cujo corpo foi encontrado enterrado em um sítio em Embu-Guaçu, na Região Metropolitana de São Paulo. O homem, de 33 anos, foi detido em um apartamento no Parque São Lucas, no cumprimento de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública, o suspeito foi levado à Delegacia de Itapecerica da Serra, responsável pela investigação. O caso é tratado como captura de procurado e integra um inquérito que apura as circunstâncias do desaparecimento e da morte do policial.

Fabrício foi visto pela última vez no dia 7 de janeiro, em uma adega na zona sul da capital, onde teria se envolvido em uma discussão com um suposto traficante. Imagens de câmeras de segurança do local ainda estão sendo analisadas pelos investigadores.

No dia seguinte ao desaparecimento, o carro do PM foi localizado completamente carbonizado em uma área de mata de Itapecerica da Serra. Dias depois, o corpo foi encontrado enterrado em um sítio da região. A principal linha de investigação aponta que o policial pode ter sido submetido ao tribunal do crime.

O corpo do policial foi encontrado em um sítio, e a polícia investiga as circunstâncias do crime e os envolvidos
Imagem: Divulgação/PM

Até agora, além do suspeito preso nesta sexta, três pessoas detidas no dia 9 foram identificadas como as últimas a terem contato com Fabrício. O quarto preso é o proprietário do sítio onde o corpo foi localizado, detido no dia 11. O caseiro do local chegou a ser preso, mas acabou liberado após a polícia concluir que, a princípio, ele não teve participação no crime.

Depoimentos colhidos pela polícia indicam que, horas antes de desaparecer, o policial estava bebendo com conhecidos quando um desentendimento teria repercutido em uma biqueira da região. Fabrício teria decidido ir até o local para esclarecer a situação, mas não foi mais visto desde então.

A Polícia Civil segue ouvindo testemunhas e reunindo provas para esclarecer a dinâmica do crime e identificar todos os envolvidos.


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