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Violência

Polícia aponta PCC como mandante da morte de PM em São Paulo

Cabo Fabrício Santana foi torturado e executado após discussão com traficante na Zona Sul

Cabo da PM é morto após tribunal do crime em SP. - Imagem: Reprodução.
Cabo da PM é morto após tribunal do crime em SP. - Imagem: Reprodução.

Erika Osti Publicado em 12/01/2026, às 18h43


A investigação da Polícia Militar revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) ordenou a tortura e morte do cabo Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, encontrado morto em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, no domingo (11). O policial estava desaparecido desde o dia 7 de janeiro, quando teria discutido com um traficante na Zona Sul da capital.

Segundo relatório, cinco integrantes da facção criminosa foram identificados como envolvidos no crime. Três deles aparecem como mandantes, responsáveis por ordenar a execução, enquanto outros dois são apontados como executores, que teriam agredido e matado o militar.

O corpo de Santana foi localizado por cães farejadores em um sítio da região metropolitana. A Polícia Civil acompanha o caso e ainda não pediu à Justiça a prisão dos suspeitos, cujos nomes não foram divulgados.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o crime teria sido motivado por uma discussão entre o policial e um traficante local. A ordem para a execução partiu de lideranças do PCC, que determinaram a tortura e a morte como forma de retaliação.

A morte de Santana gerou forte repercussão entre colegas de corporação e autoridades, reacendendo o debate sobre a atuação das facções criminosas em São Paulo e os riscos enfrentados por policiais militares fora do serviço.

O caso segue em investigação e deve ter novos desdobramentos nos próximos dias, com expectativa de pedidos de prisão preventiva dos envolvidos.


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