Criminosos usaram carros clonados para invadir condomínio, render moradores e fazer arrastão em sete apartamentos

Lívia Gennari Publicado em 23/05/2025, às 18h00
A Polícia Civil prendeu, na última quinta-feira (22), um homem apontado como integrante de uma facção criminosa que teve participação direta em um assalto cinematográfico ocorrido no dia 13 de maio deste ano, em um condomínio de alto padrão localizado no bairro de Higienópolis, na região central da capital paulista.
O crime
A ação aconteceu por volta das 7h da manhã, no Condomínio Edifício Cosmopolitan, localizado na Rua Doutor Gabriel dos Santos. De acordo com informações da polícia, os assaltantes utilizaram um carro com placa clonada de um dos moradores para acessar a garagem do prédio. Já no interior, eles renderam funcionários e moradores, dando início a um arrastão que durou cerca de uma hora.
Ao menos oito criminosos invadiram sete apartamentos e fizeram nove vítimas, das quais foram levados relógios de luxo, celulares, joias e dinheiro em espécie. Na fuga, os bandidos utilizaram outros dois veículos, que posteriormente foram localizados e apreendidos pela polícia.
Prisão em flagrante
O suspeito foi localizado na Alameda Dino Bueno, onde os policiais apreenderam um revólver calibre .38 com numeração raspada, munições, dois simulacros de arma de fogo, um rádio comunicador, cinco celulares, documentos falsificados, roupas usadas no dia do crime e a chave de um veículo Hyundai Creta, que havia sido roubado e estava com sinais de adulteração.
De acordo com a Polícia Civil, o criminoso faz parte da célula conhecida como “Sintonia Final da Restrita”, braço da facção responsável por ações armadas contra agentes públicos. A investigação revelou que o grupo planejava novos crimes, com possíveis alvos no Poder Judiciário e no Ministério Público.
O criminoso foi autuado em flagrante pelos crimes de receptação, adulteração de sinal identificador de veículo, posse de arma de fogo de uso restrito e com numeração apagada, além de integrar organização criminosa. A polícia já solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva.
As apurações também identificaram outros envolvidos no assalto, graças à análise de videochamadas feitas via WhatsApp antes, durante e após a ação.
A operação reforça a atuação da Polícia Civil no combate às facções criminosas e evidencia o envolvimento desses grupos em roubos sofisticados e de alto impacto na capital.
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