Operação Caça-Fantasmas identificou mais de 600 vítimas e expôs fraude com link falso que imitava site do Governo Federal

Lívia Gennari Publicado em 13/08/2025, às 08h37
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (12), dois homens suspeitos de aplicar golpes financeiros por meio da divulgação de falsos editais de concursos públicos. A ação, batizada de Operação Caça-Fantasmas, cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão na Vila Madalena, zona oeste da capital, em Campinas, no interior, e em Francisco Morato, na Região Metropolitana.
As investigações começaram após uma vítima registrar boletim de ocorrência relatando ter se deparado com um edital fraudulento nas redes sociais. Ao clicar no link, a pessoa foi direcionada para um site praticamente idêntico ao oficial do Governo Federal. Após preencher dados pessoais, recebeu diversos QR Codes para pagamento de taxas de inscrição, que variavam entre R$ 28 e R$ 87.
No caso denunciado, o antivírus do computador alertou que a página era suspeita. Ao verificar, a vítima constatou que se tratava de um golpe e que a inscrição não havia sido efetivada, pois o concurso não existia. A partir desse relato, a polícia identificou ao menos 640 ocorrências com o mesmo padrão de fraude.
De acordo com a polícia, os criminosos mantinham diversas empresas de fachada ligadas a crimes virtuais para dificultar o rastreamento das atividades ilícitas. Durante as buscas, foram apreendidos dois veículos de luxo, computadores, notebooks, celulares e cerca de 20 máquinas de cartão.
As equipes também descobriram um imóvel na Vila Mariana, zona sul da capital, utilizado como sede e domicílio fiscal das empresas. No local, havia uma central clandestina de TV a cabo, com equipamentos para captar e redistribuir sinais de TV por assinatura, além de gravar e comercializar ilegalmente o conteúdo em plataformas de streaming.

A dupla foi autuada por associação criminosa e crime contra as telecomunicações, e o caso foi registrado no 42º Distrito Policial (Parque São Lucas), responsável pela investigação. As apurações continuam para localizar outras vítimas do esquema.
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