Suspeitos colocavam as malas com as drogas direto no porão do avião, escapando do raio-X e da fiscalização da polícia

G1 Publicado em 19/07/2022, às 08h07
A Polícia Federal (PF)em São Paulo iniciou nesta terça-feira (19) uma megaoperação de combate tráfico internacional de drogas envolvendo funcionários terceirizados que trabalham no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.
Ao todo, os policiais cumprem 23 mandados de prisão preventiva decretados, além de 24 mandados de busca e apreensão. Desse total, pelo menos 18 pessoas alvo de prisão trabalham no aeroporto.
Os policiais cumprem os mandados na capital paulista, em Sorocaba, Praia Grande, Guarulhos e também em Portugal. Até o início da manhã, pelo menos 11 pessoas já tinham sido presas.
Traficantes do PCC
Também são alvo da operação os dois principais traficantes de drogas que aliciavam os funcionários e chefiavam o envio de cocaína do Brasil para a Europa por meio do terminal.
A PF afirma que um deles está em Portugal e foi solicitada a inclusão do nome dele na lista da difusão vermelha da Interpol, a polícia internacional.
Os dois principais alvos são traficantes ligados à facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC)e eram monitorados pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) da PF, com sede na Lapa.
A Justiça também determinou buscas em 24 endereços e o bloqueio de R$ 53 milhões em bens dos envolvidos, como dinheiro em conta, imóveis, veículos e aplicações financeiras, etc.
Esquema fraudulento
Segundo a investigação, os funcionários investigados atuavam na área de pista do aeroporto e com os carrinhos que dão acesso à aeronave. Eles colocavam as malas com as drogas direto no porão do avião, escapando da fiscalização e do raio-X da polícia.
Durante a investigação, que durou um ano e dois meses, foram apreendidos 880 kg de cocaína em nove operações (3 no aeroporto de Guarulhos, duas em Lisboa (Portugal), uma em Frankfurt (Alemanha) e três em Amsterdam (Holanda), com prisões efetuadas em Frankfurt e Lisboa.
De acordo com a PF, os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico internacional de drogas e associação para o tráfico, com penas previstas que variam de 10 a 25 anos de prisão.
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