O caso aconteceu em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife

Vitória Tedeschi Publicado em 03/10/2022, às 16h15
Nesta segunda-feira (3), Andrea Nunes, de 43 anos, foi assassinada a tiros pelo marido, na casa em que os dois viviam juntos, em Jardim Jordão, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.
O responsável pelo feminicídio, que logo em seguida tentou se matar com um tiro na cabeça, foi o pedreiro Luciano Silva de Aguiar, de 47 anos.
O homem foi levado para o Hospital da Restauração (HR), no bairro do Derby, na área central do Recife. De acordo com a assessoria de imprensa da unidade de saúde, ele foi estabilizado e está na unidade de trauma, com quadro de saúde considerado estável.
Além disso, ele foi autuado em flagrante por feminicídio e atual encontra-se sob custódia na unidade de saúde. As investigações foram iniciadas pela Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
Os vizinhos e moradores da região afirmaram que conheciam o casal há bastante tempo e que a vítima e o marido brigavam muito. Eles também disseram que ela tinha sido vítima de violência outras vezes.
"Disseram que eles brigavam bastante e ele tinha tentado contra a vida dela umas três vezes em situações anteriores. Os parentes a aconselhavam a tomar cuidado, analisar se ainda deveria manter o relacionamento, mas ela escolheu continuar com ele", afirmou.
Os moradores ainda afirmam que a vítima era muito simpática e querida por todos os vizinhos.
"Ela era de falar com todo mundo, muito extrovertida, brincava com todos nós. Ontem mesmo ela estava brincando aqui com a gente, com meu esposo, com a minha filha, meu netinho. Estava muito alegre mesmo, parecia que estava se despedindo", disse Sandra da Silva, que mora bem perto de onde aconteceu o crime.
O crime aconteceu por volta das 2h10. Na manhã desta segunda, a casa estava fechada e com marcas de sangue no terraço. Os vizinhos escutaram gritos e tiros. O casal tinha dois filhos juntos. Um deles ainda é uma criança, mas não estava na casa no momento do crime.
"Ele chegou ontem [domingo] e entrou em casa normal. Na madrugada, ouviram gritos, uma mulher pedindo socorro, e ouviram o primeiro disparo e ela dizendo 'meu Deus, meu Deus'. Depois, ele efetuou um disparo na própria boca, que vazou na face, e ele mesmo pediu socorro. Quando o filho deles chegou ao local, estavam os dois caídos", declarou José Luzia Correia.
Outro vizinho, o promotor de vendas Joel Ferreira, afirmou que ficou revoltado com o que aconteceu. "A mulher hoje em dia não pode malhar, o homem quer matar, quer bater. Casamento não é isso. Não está dando certo, acaba o casamento, separa, segue em frente. Aí acaba com a vida dela, com a própria vida e deixa o filho sozinho. É uma família que se destruiu", declarou.
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