Diário de São Paulo
Siga-nos

Padrasto confessa ter envenenado enteado com bolinhos de mandioca

Jovem de 19 anos morreu após dez dias internado; velório acontece nesta terça-feira em São Bernardo do Campo

Caso é investigado como homicídio qualificado e com suspeita de premeditação - Imagem: Reprodução | SBT
Caso é investigado como homicídio qualificado e com suspeita de premeditação - Imagem: Reprodução | SBT

Lívia Gennari Publicado em 22/07/2025, às 13h30


O padrasto de Lucas da Silva Santos, de 19 anos, que morreu no último domingo (20/7), após passar cerca de dez dias internado em decorrência de um envenenamento, confessou o crime. Admilson Ferreira dos Santos admitiu à polícia que colocou chumbinho, substância altamente tóxica e proibida no Brasil, em bolinhos de mandioca servidos à família.

Preso na última quarta-feira (16), Admilson afirmou que pretendia tirar a própria vida e, por isso, pediu à esposa que comprasse o veneno, vendido ilegalmente por R$ 25. No depoimento, ele contou que misturou o chumbinho com creme de leite usado nos bolinhos, provou a mistura e mesmo assim ofereceu o alimento ao enteado Lucas, ao filho Tiago e à esposa.

O vendedor do chumbinho foi preso após confessar a comercialização do produto, mas acabou solto após audiência de custódia.

Jovem não resistiu

Lucas passou mal logo após a refeição e foi levado ao hospital, onde permaneceu internado por dez dias, mas não resistiu. O velório do jovem ocorre nesta terça-feira (22/7), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.

A Polícia Civil trata o caso como homicídio triplamente qualificado: por motivo torpe, uso de veneno e recurso que dificultou a defesa da vítima. A delegada Liliane Doretto afirmou que o crime é investigado como passional. Mensagens encontradas durante a apuração revelaram que Admilson demonstrava insatisfação com o desejo de Lucas de sair de casa, o que reforça a hipótese de premeditação.

Admilson, por sua vez, disse em depoimento que deseja que a esposa também seja presa. Ela passou a ser investigada pela compra do veneno. Agora, a investigação busca esclarecer o real nível da mulher envolvimento no caso, para apurar se ela sabia da real intenção do marido ao adquirir o chumbinho.

O inquérito segue em andamento e está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia de São Bernardo do Campo. A polícia ainda aguarda laudos periciais, incluindo os exames toxicológicos, e a análise dos alimentos apreendidos na residência.


últimas notícias