Lucas da Silva Santos, de 19 anos, faleceu após suspeita de envenenamento em São Bernardo do Campo

William Oliveira Publicado em 21/07/2025, às 08h49
A Polícia Civil investiga a morte de Lucas da Silva Santos, de 19 anos, ocorrida no último domingo (20), em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O jovem faleceu após passar dez dias internado com suspeita de envenenamento, e o principal suspeito é o padrasto, Ademilson Ferreira dos Santos, que está sob prisão preventiva desde o dia 16.
Segundo relatos de familiares e da polícia, Lucas passou mal após comer um bolinho de mandioca que teria sido entregue por Ademilson. Em depoimento, o suspeito apresentou diversas contradições. Em uma conversa registrada com um pastor, Ademilson chegou a dizer que pensou em tirar a própria vida e confessou que considerou matar o enteado, mas alegou que uma intervenção divina o impediu.
A delegada responsável, Liliane Doretto, deve indiciar Ademilson por homicídio triplamente qualificado, considerando os seguintes agravantes:
Embora os indícios apontem para envenenamento, a polícia ainda aguarda os laudos periciais que devem confirmar a presença e o tipo da substância utilizada.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo confirmou que Lucas evoluiu para morte encefálica na tarde de domingo. Os exames do Instituto Médico Legal (IML) irão esclarecer a causa do óbito. A família autorizou a doação dos órgãos do jovem.
Durante as investigações, Ademilson tentou atribuir a culpa à irmã de Lucas, alegando que foi ela quem ofereceu os bolinhos. No entanto, a mãe do jovem afirmou que o próprio padrasto distribuiu os alimentos e que o filho passou mal logo após a refeição.
Lucas chegou a desmaiar e foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) União, onde os médicos identificaram um quadro compatível com intoxicação por envenenamento. Ele foi transferido para um hospital especializado e, a partir daí, o caso passou a ser formalmente investigado pela Polícia Civil.
Testemunhas foram ouvidas, incluindo a tia de Lucas, que negou envolvimento e declarou estar afastada da família. Amostras dos bolinhos foram coletadas nas casas envolvidas e encaminhadas para análise pericial.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que Ademilson permanece detido enquanto o caso segue sob apuração.
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