Rafael Moura foi atingido por três tiros durante operação conjunta na Favela do Fogaréu; imagens de câmera corporal serão analisadas para esclarecer dinâmica do caso

Lívia Gennari Publicado em 16/07/2025, às 14h00 - Atualizado às 19h47
O investigador da Polícia Civil, Rafael Moura da Silva, de 38 anos, morreu nesta quarta-feira (16), cinco dias após ter sido baleado durante uma operação na Favela do Fogaréu, na Zona Sul de São Paulo. Ele estava internado em estado grave no Hospital das Clínicas desde a última quinta-feira (11), quando foi atingido por disparos efetuados pelo sargento Marcus Augusto Costa Mendes, policial militar das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
Moura foi baleado três vezes, no tórax e no braço, enquanto participava de uma ação para localizar suspeitos de latrocínio na região. Ele atuava à paisana, em um veículo descaracterizado. Segundo o boletim de ocorrência, o policial se identificou antes dos disparos, mas, mesmo assim, foi baleado.
No momento da ocorrência, equipes da Polícia Civil e da Rota atuavam de forma simultânea, mas por acessos diferentes. As duas forças acabaram se encontrando dentro da comunidade, na Rua Pedro Faber. Um segundo policial civil também foi atingido de raspão e já recebeu alta médica.
A arma do PM foi apreendida, e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) solicitou as imagens das câmeras corporais dos agentes da Rota. Segundo a Polícia Militar, o sargento responsável pelos tiros usava câmera no uniforme, e as imagens, que ainda não foram divulgadas, mostram o momento em que ele corre por uma viela, se depara com um homem armado e dispara quatro vezes antes de recuar.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar se houve uso desproporcional da força por parte do policial militar. A SSP-SP informou que o PM foi afastado das atividades operacionais e irá passar por acompanhamento psicológico.
O caso está sob responsabilidade do 37º Distrito Policial, no Campo Limpo, que conduz as investigações para esclarecer as circunstâncias do disparo e a atuação dos envolvidos.
Em sinal de luto, a Delegacia Geral da Polícia Civil de São Paulo fez um minuto de silêncio após a confirmação da morte do investigador.
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