Lucas da Silva passou mal após consumir bolinho de mandioca e está internado; polícia investiga se o alimento foi envenenado com substância tóxica

Lívia Gennari Publicado em 16/07/2025, às 17h00 - Atualizado às 17h54
Ademilson Ferreira dos Santos, padrasto de Lucas da Silva, de 19 anos, foi preso nesta quarta-feira (16) em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. Ele é apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de ter envenenado o jovem, que permanece internado após comer um bolinho de mandioca.
A prisão foi efetuada no bairro Alvarenga pela delegada Liliane Doreto, responsável pelo caso. A investigação segue em andamento, e o pedido de prisão preventiva de Ademilson já foi feito, segundo a delegada. O Tribunal de Justiça de São Paulo, no entanto, informou que ainda não recebeu a solicitação. O suspeito deverá ser transferido ainda nesta quarta para a delegacia de São Caetano do Sul.
Relembre o caso
Segundo a mãe do jovem, os bolinhos foram levados até a casa da família por volta das 20h da última sexta-feira (11) e distribuídos por Ademilson. Minutos após comer o alimento, Lucas passou mal e precisou ser levado até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) União. Em seguida, o jovem foi transferido para o Hospital de Urgência, onde permanece sob ventilação mecânica e monitoramento neurológico.
Durante o atendimento, os médicos suspeitaram de envenenamento, e a Guarda Municipal foi acionada. O laudo da perícia, que deve apontar se houve, de fato, envenenamento e qual substância foi utilizada, ainda não foi concluído.
Além de Ademilson, outra pessoa é investigada: Cláudia Perreira dos Santos Daliessi, tia de Lucas. Ela declarou à polícia ter preparado os bolinhos, mas negou ter envenenado os bolinhos.
Equipes da Polícia Civil realizaram buscas nas casas da tia e da vítima, onde foram recolhidas amostras das massas e ingredientes utilizados no preparo do alimento.
O caso foi registrado como homicídio no 6º Distrito Policial de São Bernardo do Campo. Agora, a polícia aguarda os resultados da perícia, que devem esclarecer a presença de substâncias tóxicas nos bolinhos consumidos pela vítima, enquanto segue investigando as circunstâncias do crime para identificar os envolvidos e suas possíveis motivações.
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