Segundo perícia, as gravações das câmeras de segurança que registraram partes do episódio teriam sido apagadas

João Perossi Publicado em 03/08/2022, às 10h33
Uma perícia realizada a pedido da Polícia Civil aponta que gravações do dia em que o tesoureiro do PTMarcelo Arruda foi assassinado pelo bolsonarista Jorge Guaranho foram apagadas.
Segundo o laudo policial, que foi redigido com base na investigação do dispositivo que guardava as gravações de segurança por cinco peritos, vídeos capturados no dia do assassinato (9 de julho) foram apagados dois dias depois:
"Ao analisar as configurações do equipamento identificou-se que o serviço de acesso remoto P2P estava ativado e que às 08h57min02seg do dia 11/07/2022 ocorreu um evento de 'Limpar' que apagou todos os registros de eventos do aparelho anteriores a esta data. Logo, pela análise dos logs presentes não foi possível afirmar se houve acesso às imagens na data de 09/07/2022", afirma o laudo.
A perícia concluiu também que não houve manipulação das gravações que não foram apagadas, conforme suspeitava a Polícia.
De acordo com o presidente da Aresf, o acesso às gravações de segurança é exclusivo da diretoria da organização. A diretoria não se pronunciou ainda sobre o apagamento das gravações, que seriam de grande importância para o prosseguimento das investigações.
O autor do ataque, Jorge Guaranho, segue internado sem previsão de alta em Foz do Iguaçu.
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