O crime foi denunciado pela avó da vítima após notar lesões no corpo dela

Mateus Omena Publicado em 20/11/2022, às 13h59
A Polícia Civil de Hortolândia, no interior de São Paulo, está investigando a denúncia de um suposto estupro de uma criança de três anos que teria ocorrido em uma escola municipal, na última quarta-feira (16).
A agressão foi denunciada pela família da menina, depois que ela se queixou de dores nas partes íntimas, passar por atendimento e três médicos terem concluído um possível rompimento do hímen.
Em nota, a prefeitura de Hortolândia informou que “a família está recebendo toda a assistência do poder público e a escola está à disposição das autoridades para o esclarecimento do caso até que sejam concluídas as investigações”.
Segundo a avó, cujo identidade é mantida sob anonimato, a criança frequenta a escola desde o ano passado e passou a se queixar de dores nas partes íntimas há poucos meses. Até então, osa familiares cuidavam da vermelhidão como assadura e a tratava com pomada.
Na última quarta-feira (16), após ficar quatro dias em casa por conta do feriado prolongado da Proclamação da República, a menina foi à creche pelo transporte escolar e passou o dia na escola no período integral.
“Como ela brinca na escola, dou banho nela na volta. Quando falei para ela ir até o banho, ela se recusou, mas, depois de muita insistência, rumou para o banheiro. Mas não deixava eu colocar a mão nas partes íntimas dela, dizendo que doía no local. Perguntei se ela estava com assadura e ela disse que sim. Acabou me deixando lavar, mas dizia que doía”, relatou a avó, que cuida da menina e da irmã dela, de 5 anos de idade.
A mulher contou que, após dar o banho na neta, ela se queixou de dores novamente, tendo diarréia logo depois. A avó a levou ao banheiro por duas vezes e, ao examinar as partes íntimas da criança, percebeu a vermelhidão e mudança nos orifícios.
“Vi que estava maior. Perguntei se ela tinha ido ao banheiro e quem a teria levado. Ela disse que tinha sido o tio da escola. Perguntei se ele a tinha limpado e se havia mexido nela. Ela disse que sim e mostrou como ele fez. Ela colocou os dois dedinhos e disse que ele tinha apertado bem forte. Na hora fiquei desesperada e a levei na UPA (Unidade de Pronto Atendimento). O pediatra, após examiná-la, disse: ‘pode chamar o Conselho Tutelar e a polícia e levá-la ao hospital”.
A família da menina explicou que o “tio” mencionado por ela seria o monitor da escola, que trabalha na unidade há seis meses. A Guarda Municipal foi acionada. De acordo com a avó, tanto o pediatra da UPA quanto as duas ginecologistas do Hospital Mário Covas teriam confirmado o possível rompimento do hímen da menina.
“Meu mundo caiu. A gente coloca uma criança na creche por necessidade, para que os pais trabalhem, e por achar que é um local seguro. O pior é escutar da escola e da polícia (GM) que isso poderia ter acontecido em casa. Minha neta fica o tempo todo comigo. Meu marido trabalha o dia inteiro. É um absurdo. Hoje (sexta-feira), minha filha foi à escolinha para pedir a transferência das crianças e foi hostilizada”, relatou.
E acrescentou: “Não estamos acusando ninguém, apenas queremos que seja investigado o caso e que haja justiça”.
Em nota, a Prefeitura de Hortolândia declarou que está acompanhando o caso e que a escolinha colabora com a polícia. “A vítima foi acolhida e recebeu os primeiros atendimentos em uma unidade de saúde do município. Sendo acolhida por toda a rede de proteção à criança, que também contempla a Lei da Escuta Protegida (Lei Federal 13.431/2017) e que integra uma série de ações do sistema de garantias e direitos, que visam salvaguardar as crianças em situação de abuso ou violência.
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