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Versão sob suspeita

Médico é investigado por homicídio após briga que terminou com morte na zona leste de SP

Profissional de 37 anos afirmou ter reagido a um assalto, mas não soube descrever o suposto agressor nem informar quais pertences teriam sido levados

O médico ainda não prestou depoimento formal à Polícia Civil, e sua defesa não foi localizada para comentar o caso - Imagem: Reprodução/Google Street View
O médico ainda não prestou depoimento formal à Polícia Civil, e sua defesa não foi localizada para comentar o caso - Imagem: Reprodução/Google Street View

Letícia Sales Publicado em 01/04/2026, às 11h30


A morte de um homem de 25 anos, na noite de terça-feira (31), no bairro Aricanduva, colocou um médico de 37 anos no centro de uma investigação da Polícia Civil. O profissional, que segue internado, é suspeito de ter matado o jovem durante uma luta corporal que, segundo sua versão inicial, teria começado como uma tentativa de roubo.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 69º Distrito Policial (Teotônio Vilela), o médico afirmou aos policiais que estava próximo a um conjunto habitacional de prédios “com intuito de arrumar alguma mulher como companhia”. Ele também declarou portar “quantidade considerável de dinheiro em espécie” no momento da abordagem.

Segundo o relato, um homem tentou roubá-lo, e os dois passaram a lutar. O médico, no entanto, não conseguiu fornecer qualquer descrição do suposto agressor, nem informar quais objetos teriam sido levados — ele já não estava com carteira, celular ou pertences de valor no momento em que foi atendido.

Ambos os envolvidos foram socorridos para o mesmo hospital. Foi lá que familiares do homem agredido informaram à Polícia Militar que ele não resistiu aos ferimentos. Moradores que presenciaram a briga teriam contido o médico e o agredido, de acordo com depoimentos colhidos no local.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que o caso foi registrado como homicídio e que diligências seguem em andamento. O médico, que ainda não prestou depoimento formal à Polícia Civil, permanece internado. A defesa dele não foi localizada para se manifestar até a publicação desta reportagem.


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