O crime foi denunciado pela irmã mais nova da vítima, que também era 'desejada' pelo agressor

Mateus Omena Publicado em 10/11/2022, às 13h27
Uma mulher de 36 anos e um homem de 39 anos foram presos preventivamente nesta quarta-feira (9), por suspeita de estupro de vulnerável contra uma das filhas da mulher, de 14 anos. O episódio aconteceu em em Arroio do Tigre, na Região Central do Rio Grande do Sul.
Os suspeitos foram detidos após uma denúncia anônima pelo Disque 100, canal de denúncias contra direitos humanos, informou a RBS TV, afiliada à Rede Globo.
A irmã mais nova, de 9 anos, relatou à polícia os abusos sofridos pela irmã mais velha. A pequena também passou por uma avaliação psicológica pelo Centro de Referência no Atendimento Infanto-juvenil (Crai) do Instituto-Geral de Perícias (IGP)
As meninas foram encaminhadas ao Conselho Tutelar, que as direcionou a uma casa de acolhimento. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Durante o interrogatório a irmã mais nova contou, com o apoio de um psicólogo, que o padrasto cometia os abusos contra a irmã de 14 anos com o consentimento da mãe.
Segundo a delegada Graciela Chagas, responsável pelas investigações, a mulher oferecia dinheiro para que a filha mantivesse relações sexuais com o homem. O casal também teria matado um cachorro de estimação das meninas para ameaçá-las, para que mantivessem o crime em segredo.
"A mãe dizia que a menina mais velha já estava com idade para ter relações sexuais, e que a primeira deveria ser com o padrasto. A mais nova ouvia da mãe que estava sendo preparada para ter relações quando chegasse aos 14 anos. Ainda não está esclarecido se os abusos aconteciam só com a menina mais velha ou se com ambas", explicou a delegada.
A denúncia foi feita em 25 de outubro e, no dia seguinte, as crianças foram afastadas dos dois adultos e encaminhadas a uma casa de acolhimento. O casal foi preso preventivamente pelos crimes de estupro de vulnerável, tortura, exploração sexual (pela oferta de dinheiro) e pela morte dos animais por motivo cruel.
"Um fato peculiar é que as vítimas foram institucionalizadas [encaminhadas a um centro de acolhimento] com um celular e, depois disso, a mãe veio na delegacia perguntar pelo celular. Ela não estava preocupada com as filhas, só queria de volta o celular", finalizou a delegada.
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