Conhecido como Sultão do PCC, criminoso é investigado por tráfico de drogas, extorsão e assassinato de um policial militar

Lívia Gennari Publicado em 16/05/2025, às 16h36
Um dos criminosos mais procurados da Bahia foi preso pela Polícia Civil de São Paulo na última quarta-feira (14/5), durante uma operação realizada em conjunto com forças de segurança da Bahia. Bruno Teixeira da Silva, de 32 anos, conhecido como “Sultão do PCC”, foi localizado em uma cobertura de luxo avaliada em cerca de R$ 5 milhões, no bairro da Vila Leopoldina, zona oeste da capital paulista.
A prisão foi efetuada por agentes da Divisão de Inteligência Policial do Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo (DIP/Dipol), com o apoio das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) da Bahia e de São Paulo, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) baiana e da Superintendência de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA).
De acordo com as informações da Secretaria de Segurança da Bahia, Bruno é apontado como fundador da facção Komando da Linha Verde (KLV), um grupo criminoso que atua principalmente na cidade de Camaçari e na região metropolitana de Salvador. A KLV mantém aliança com o Primeiro Comando da Capital (PCC), a maior organização criminosa do país.
O suspeito é investigado por uma série de crimes graves, entre eles tráfico de drogas e armas, homicídios, extorsões, sequestros, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores. Bruno é suspeito de ter envolvimento na morte de um policial militar na Bahia. Por causa da gravidade dos crimes e da influência que tinha na facção, ele era um dos criminosos mais procurados pela polícia do estado.
O criminoso já havia sido preso anteriormente, em 2017, no estado do Ceará, mas respondia em liberdade. Após esse período, ele passou a levar uma vida de luxo e ostentação em São Paulo, onde foi encontrado. No momento da prisão, Bruno estava acompanhado de duas mulheres, apontadas como suas namoradas, que não foram detidas.
Na cobertura, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, barras de ouro, celulares e documentos falsificados. A polícia investiga agora o uso da propriedade para lavagem de dinheiro e outras atividades ilícitas ligadas ao crime organizado.
A prisão de Bruno Teixeira representa um importante avanço no combate às facções criminosas com atuação interestadual. A operação é resultado da integração entre forças policiais de diferentes estados.
As investigações devem continuar nos próximos dias, e a expectativa é de que novos desdobramentos possam levar à prisão de outros membros da facção KLV.
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