Diário de São Paulo
Siga-nos
Caso Igor Peretto

Justiça mantém viúva de Igor Peretto em liberdade e rejeita novo pedido de prisão

Rafaela responde ao processo em liberdade após mais de um ano presa

Polícia Civil apontou que Rafaela Costa manteve uma ligação de cinco minutos com Igor Peretto quando ele já estava morto ou em estado agonizante - Imagem: Reprodução/Redes Sociais/Policia Civil/G1
Polícia Civil apontou que Rafaela Costa manteve uma ligação de cinco minutos com Igor Peretto quando ele já estava morto ou em estado agonizante - Imagem: Reprodução/Redes Sociais/Policia Civil/G1

Gabriela Nogueira Publicado em 08/01/2026, às 14h43


A Justiça de São Paulo negou, na manhã da última quarta-feira (7), um novo recurso apresentado pelo Ministério Público paulista que tentava restabelecer a prisão preventiva de Rafaela Costa da Silva, viúva do empresário Igor Peretto, morto em agosto de 2024. Com a decisão, ela segue em liberdade.

Rafaela havia sido presa ainda durante as investigações, mas deixou a cadeia em outubro do ano passado, após mais de um ano detida. Desde então, o Ministério Público tenta reverter a decisão, sustentando a necessidade da prisão preventiva. O Tribunal de Justiça, no entanto, voltou a entender que não há base legal para a medida.

Em nota, o advogado de defesa, Yuri Cruz, afirmou que a decisão foi clara ao afastar qualquer requisito que justificasse a prisão. Segundo ele, o acórdão também confirma o entendimento do juiz de primeira instância, que revogou a preventiva ao concluir que não existem provas da participação de Rafaela no homicídio. A imputação inicial de assassinato foi afastada e os fatos passaram a ser analisados, no máximo, como possível favorecimento pessoal.

Ainda de acordo com a defesa, Rafaela permanece à disposição da Justiça e confia que a análise técnica das provas manterá a decisão que a colocou em liberdade. O advogado ressaltou que o processo segue seu curso normal, sem qualquer tentativa de obstrução.

Igor Peretto foi morto a facadas no dia 31 de agosto de 2024, dentro do apartamento da irmã, Marcelly Peretto, em Praia Grande, no litoral paulista. O crime chocou a região e levou à prisão de três pessoas durante a investigação. Rafaela chegou a ser apontada pelo Ministério Público como envolvida no caso, mas não foi pronunciada por homicídio, ao contrário dos outros dois acusados.

Ao analisar o processo, o juiz Felipe Esmanhoto concluiu que não havia elementos suficientes para manter a viúva presa preventivamente, decisão que agora foi confirmada pelo Tribunal de Justiça. Com isso, Rafaela responde ao processo em liberdade enquanto as investigações e a tramitação judicial continuam.


últimas notícias