Diário de São Paulo
Siga-nos
GOLPE

Jogadores de futebol viram alvo de fraude milionária no FGTS

Polícia Federal deu início nesta quinta-feira (13) à terceira fase da Operação Fake Agents, que investiga um esquema de desvio de aproximadamente R$ 7 milhões do FGTS pertencentes a jogadores de futebol

Paulo Roberto Falcão e Gabriel Jesus estão entre as vítimas do esquema - Imagem: Reprodução / Instagram / @prfalcao5 / @dejesusoficial
Paulo Roberto Falcão e Gabriel Jesus estão entre as vítimas do esquema - Imagem: Reprodução / Instagram / @prfalcao5 / @dejesusoficial

William Oliveira Publicado em 13/11/2025, às 12h46


Na manhã desta quinta-feira (13), a Polícia Federal deu início à terceira fase da Operação Fake Agents, destinada a investigar um esquema de desvio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pertencentes a jogadores de futebol, ex-atletas e treinadores.

A investigação apontou que a trama criminosa era liderada por uma advogada com conexões dentro de agências bancárias, que facilitavam saques indevidos em nome das vítimas, resultando em aproximadamente R$ 7 milhões desviados.

Entre as vítimas estão nomes reconhecidos do futebol brasileiro e internacional, como:

  • Alejandro Donatti (Zagueiro argentino que jogou no Flamengo);
  • Christian Cueva (Meia peruano que jogou no São Paulo e Santos);
  • Gabriel Jesus (Atacante do Arsenal e ex-Palmeiras);
  • João Rojas (Atacante equatoriano que atuou pelo São Paulo);
  • Obina (Ex-atacante do Flamengo);
  • Paulo Roberto Falcão (Ícone da Seleção Brasileira e ex-técnico);
  • Ramires (Ex-meio-campista do Palmeiras e da Seleção Brasileira);
  • Raniel (Atacante de Santos e Vasco);
  • Titi (Zagueiro com passagens por Goiás e Vasco).

Nesta fase, a PF executou quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em residências de funcionários da Caixa Econômica Federal e um em uma agência bancária localizada no Centro do Rio de Janeiro.

A advogada responsável pelo esquema teve sua carteira da OAB suspensa e utilizava documentos falsificados e contas bancárias abertas em nome das vítimas para retirar os valores indevidamente.

A investigação começou após um banco privado identificar uma conta criada com documentos falsos em nome de um jogador peruano. Os envolvidos poderão responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa, com possibilidade de novas infrações à medida que as apurações avançam.

A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ) da PF no Rio de Janeiro, com suporte da área de Inteligência e Segurança da Caixa Econômica Federal.

O que diz a caixa?

Em comunicado oficial, a Caixa informou que está colaborando integralmente com a PF. "Todos os casos identificados são tratados com rigor, e os valores movimentados indevidamente são integralmente restituídos aos clientes", destacou o banco.


últimas notícias