Influenciador religioso, Victor Bonato comemorou sua liberdade em suas redes sociais

Milleny Ferreira Publicado em 17/11/2023, às 11h35
O influenciador religioso, Victor de Paula Gonçalves, conhecido como Victor Bonato, deixou a prisão nesta última quinta-feira (16) após quase 60 dias de reclusão.
Victor é fundador de um movimento evangélicovoltado para jovens de Alphaville, bairro nobre de Barueri, ele foi acusado e denunciado por estupro por três fiéis.
De acordo com o portal Metrópoles, o processo que corre em segredo de Justiça, a 2ª Vara Criminal de Barueri rejeitou o pedido do Ministério Público de São Paulo para converter a prisão temporária de Bonato em preventiva.
Foi feita uma publicação pelo influenciador em suas redes sociais, que fez com que o magistrado Fábio Calheiros entendesse que alguns pontos da investigação deveriam ter sido apurados com mais detalhes para que fosse finalmente aberto um processo criminal contra o acusado.
É evidente que a declaração de uma reforça a outra, mas há detalhes na declaração de uma que não se harmoniza com a declaração da outra. Há também detalhes da declaração delas que não se mostram consistentes para sustentar um processo judicial”, afirmou o magistrado na decisão.
O juiz proibiu o influenciador de se aproximar a uma distância de menos de 200 metros das três mulheres que o acusaram e ele de manter contato com elas ou familiares.
Em seu perfil no Instagram, Bonato republicou uma foto em frente à Cadeia Pública de Carapicuíba, ao lado de suas advogadas onde estava preso, e escreveu: “A Justiça foi feita”.

As vítimas, com idades entre 19 e 24 anos, foram até à Delegacia da Mulher de Barueri, em setembro, para denunciar que Victor Bonato usava sua “influência religiosa” para manipulá-las e obrigá-las a ter relações sexuais com ele.
A polícia e o Ministério Público de São Paulo (MPSP) apontaram risco de fuga do influencer, e a Justiça decretou a prisão de Bonato em 20 de setembro.
Ainda de acordo com as informações apuradas pelo Metrópoles, o inquérito policial, os crimes teriam ocorrido entre janeiro e setembro deste ano, em diferentes lugares, como a casa de Bonato, em Alphaville.
Um dia antes do registro feito pelas mulheres na delegacia, o influencer postou um comunicado no Instagram, plataforma na qual ele tem 146 mil seguidores, dizendo que precisava se “arrepender profundamente” e que faria um “detox de redes sociais”.
No dia seguinte ao boletim de ocorrência feito pelas vítimas, e véspera de sua prisão, Bonato voltou às redes sociais para dizer que estava se “retirando da liderança” do Galpão e “tirando um tempo para me curar no Senhor”.
Na mesma data, o Galpão publicou uma nota afirmando que o influencer não fazia mais parte do movimento religioso, sem mencionar especificamente as acusações de estupro feitas pelas seguidoras.
“Alguns acontecimentos ferem diretamente o que o Galpão acredita e segue, fere a palavra e está em desacordo com o que Jesus nos ensina. Por esse motivo, ele foi afastado do Galpão.”
Leia também

Nova namorada de Manoel Gomes, o Caneta Azul, faz revelação sobre vida íntima do casal

Relembre a Lei Mariana Ferrer, criada após revolta com audiência do caso

Caso Palmeiras: Laudo do IML não aponta lesões corporais, mas Polícia Civil mantém investigação de suposto abuso infantil

Silvia Abravanel anuncia pré-candidatura e disputa vaga na Câmara pelo PSD

Incêndio destrói galpão de distribuidora de autopeças na Lapa, em São Paulo

Negociações climáticas em Bonn encerram etapa sem texto final aprovado

Gilmar critica atuação de Mendonça em tratativas de delação de Vorcaro e vê semelhanças com a Lava Jato

Influenciador relata ter sido retirado de campanhas publicitárias por causa da deficiência: “Disseram que eu causaria constrangimento”

Anvisa aprova primeiro remédio não hormonal contra ondas de calor da menopausa

Polícia estoura canil clandestino na Zona Leste de SP e resgata mais de cem felinos de raça