O caso aconteceu na última terça-feira (27) e foi considerado milagre

Vitória Tedeschi Publicado em 29/09/2022, às 15h46
Imagens de raio-x impressionantes, divulgadas pelo Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, deixaram a comunidade médica e internautas supresos após mostrarem uma bala alojada no cérebro de uma menina de um ano e dois meses que não teve nenhuma sequela e passa bem.
A criança é filha de Ramon Vagner da Silva Nascimento, que foi morto a tiros na última terça-feira (27). Um homem de 25 anos foi preso na quarta-feira (28), suspeito de invadir a casa da vítima e atirar contra o jovem de 19 anos e a filha dele, no bairro do Alto do Mateus, em João Pessoa.
A bebê, que deu entrada no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa por volta das 19h da terça-feira (27), passou por procedimentos de urgência e precisou ser submetida a uma cirurgia para retirada do projétil, que atingiu seu cérebro.

Apesar de ter ficado até a quarta-feira (28) internada em estado grave na UTI infantil do hospital, seu estado de saúde avançou e nesta quinta-feira (29) as notícias são animadoras.
Em entrevista ao Bom Dia Paraíba, às 7h desta quinta-feira (29), o diretor geral do Hospital de Trauma, Laécio Bragante, explicou que a menina está reagindo bem ao tratamento, e que apesar de ainda estar na UTI, agora está em estado regular.
A criança está bem, estive com ela no início da manhã, está sentada na cama, aceitando a dieta oral e já interagindo de forma positiva, sem nenhum sinal de sequela”, disse o diretor.
O caso que poderia ter terminado tragédia aquece os corações pelo avanço positivo. Isso porque a menina foi atingida na cabeça e a bala penetrou o crânio e chegou a atingir o cérebro, no lobo frontal.
"O ferimento por projétil de arma de fogo, além do ferimento em si, provoca outras lesões secundárias relacionadas às ondas de choque e também pelo calor do projétil. Mesmo assim, todo o tratamento cirúrgico foi feito imediatamente e ela está apresentando uma evolução surpreendentemente boa", explicou.
Laércio ainda explicou que mesmo com a evolução significativa, ela deve ficar mais uns três ou quatro dias na UTI, em acompanhamento.
"Ela permanece na Unidade de Terapia Intensiva pois é onde se pode dar a maior assistência possível. Mesmo com essa evolução, há a possibilidade de alguma lesão secundária se expressar depois, por isso essa conduta de prevenção. Mas a princípio, ela não apresenta sequelas", completou.

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