Rafael atuava na corporação da polícia e foi descoberto por um colega PM

Juliane Moreti Publicado em 15/12/2022, às 14h21
Na manhã desta quarta feira (15), um soldado da Polícia Militar atirou na esposa e nas filhas dela, de 5 e 3 anos de idade, depois de uma briga entre o casal acontecer. O caso aconteceu no estado de Goiás, no sudoeste do estado, em Rio Verde.
Identificado como Rafael Martins Mendonça, de 32 anos, depois de uma susposta discussão com sua mulher, chamada Elaine Barbosa de Sousa, atirou nela e em suas filhas. Elaine e a filha menor, Ágatha Maria, morreram na hora. A mais velha, também baleada, está internada.
Depois do crime, o PM foi descoberto porque ligou para um amigo de trabalho e disse que ''tinha feito besteira'' e que ''iria se matar''. Segundo o Boletim de Ocorrência, a polícia tinha sido acionada para uma briga de casal. Eles se falaram por telefone até a polícia chegar.
Mas, quando a corporação se dirigiu até o local, encontrou a cena do crime. Inclusive, eles presenciaram Rafael gritando, chorando e ameaçando e tentando tirar a própria vida, ao lado de uma de suas enteadas, com ferimentos de tiros.
Apesar do corportamento do homem, a corporação o conteve e o levou para o presídio da cidade. ''Ao ver a equipe do CPE [polícia do estado de Goiás], ficou exaltado e foi necessário contê-lo com uso da força e algemamento'', descreve o documento.
Além disso, o Serviço de atendimento móvel de Urgência constatou que a mãe e a enteada mais nova do homem tinham morrido no local, enquanto a de 5 anos, que sobreviveu, foi encaminhada para o hospital, de acordo com o site Metrópoles.
A vítima baleada, a filha mais velha de Elaine, sobreviveu a tentativa de assassinato feita pelo padrasto e está internada no hospital. Para uma enfermeira, ela contou como Rafael atacou sua família, na própria residência do casal.
Segundo o relato, a mãe dela estava esfriando comida para o jantar, quando o PM chegou e efetuou os disparos contra todas elas.
Quando identificado e levado para prestar depoimento, Rafael confirmou que ingeriu bebida alcóolica, mas que não se encontrava bêbado, e, sim, bem. Nas investigações, a polícia verificou que o homem já tinha antecedentes criminais, por porte ilegal de arma de fogo e embriaguez ao volante.
Além disso, em razão de problemas psicológicos, a corporação afirmou que o PM estava afastado dos serviços nas ruas, mas ainda realizava trabalhos administrativos no ramo. As armas que ele portava em casa, foram adquiridas de forma particular.
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