O suspeito de matar o próprio filho, um bebê de 40 dias, não aceitava a separação, afirmou a avó do pequeno Bryan, que não quis ser identificada. O crime

Redação Publicado em 15/07/2017, às 00h00 - Atualizado às 18h21
O suspeito de matar o próprio filho, um bebê de 40 dias, não aceitava a separação, afirmou a avó do pequeno Bryan, que não quis ser identificada. O crime ocorreu a noite de sexta-feira (14), na Zona Leste de Manaus. Segundo a família, antes de cometer o crime, o pai teria confessado para vizinhos que mataria a ex-mulher caso ela não reatasse o relacionamento. O homem também agrediu o filho de um ano e foi preso após ser espancado por populares.
“Ele é um monstro, que matou uma criança inocente, um bebê saudável”, lamentou a avó.
Abalada, a avô contou que o casal estava junto há quase 3 anos, quando a filha dela resolveu encerrar a relação há cerca de 1 mês, por não aguentar mais as ameaças do companheiro.
“Ela (mãe da criança) já tinha se separado dele há um mês, após ter o bebê. Ele foi embora para Maués (cidade do interior do Amazonas), mas voltou há mais ou menos 3 dias para Manaus. Com certeza, voltou pensando nisso (em matar), pois falou para a vizinhança que ir matar a minha filha”, disse ao G1.
A avó da criança afirmou que o ex-genro tinha comportamento agressivo e costumava usar drogas. “Ele era sempre agressivo. Não respeitava a minha filha e nos desrespeitava também. Ele usava droga até com o filho no colo, eu cheguei a ver. A minha filha, por teimosia, continuava com ele. Quando ela resolveu deixar, aconteceu isso”, relatou.
Antes da separação, o casal morava no bairro Hileia, Zona Centro-Oeste de Manaus. Depois do fim do relacionamento, a jovem se mudou com as crianças para o bairro São José, na Zona Leste.

Abalada, a mãe da criança (de preto) não quis falar coma imprensa (Foto: Ive Rylo/G1 AM)
Abalada, a mãe da criança (de preto) não quis falar coma imprensa (Foto: Ive Rylo/G1 AM)
O crime ocorreu na casa da família, na Travessa Miracema, no bairro São José. À polícia, a família informou que o homem estava sob efeito de bebidas alcoólicas, que havia consumido ao longo de todo o dia. Os vizinhos disseram que mais cedo, no mesmo dia, a polícia já havia sido acionada por conta de brigas do casal.
“O bebezinho estava no colo. Ele saiu puxando ela (ex-mulher) pelo cabelo. Operada, ela não tinha força. E ele largou a faca, que pegou no peito do bebê e no pescoço. Nela, foi no ombro. E ele empurrou a outra criança. Eu nunca aceitei ele, desde a primeira vez que o vi”, afirmou.
Moradores da localidade ouviram os gritos e acionaram a polícia. Segundo a 9ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o suspeito foi espancado por populares após o crime. Após se rendido, ele foi preso e levado para a Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca).
Segundo a delegada Juliana Tuma, titular da unidade, o homem confessou o crime em depoimento à polícia. “Ele disse que queria matá-la porque ela era muito gaiata e ficava mandando ele sair de casa. A frieza dele é impressionante”, contou.
O corpo do bebê ainda não foi liberado do Instituto Médico Legal (IML), na Zona Norte. A causa da morte atestada pelo IML foi anemia hemorrágica aguda, ferida perfuro cortante e ferimento causado por arma branca.
O velório deve ser realizado neste domingo (16).

Bebê foi morto na casa da família no bairo São José 3, na Zona Leste da cidade. (Foto: Ive Rylo/G1 AM)
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