Diário de São Paulo
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Embriaguez no volante

Homem embriagado atropela três mulheres em Braúna e uma delas morre no local

Polícia identificou o motorista por câmeras de segurança e o prendeu em sua residência

Câmeras de segurança registraram o impacto violento do atropelamento, enquanto o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas - Imagem: Reprodução/G1
Câmeras de segurança registraram o impacto violento do atropelamento, enquanto o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas - Imagem: Reprodução/G1

Gabriela Nogueira Publicado em 26/11/2025, às 13h05


Uma noite que deveria ser comum terminou em tragédia em Braúna, no interior paulista, após um motorista embriagado atropelar três mulheres que caminhavam pela rua. A idosa Osmarina Lopes Moura, de 81 anos, morreu ainda no local. As outras duas vítimas, uma mulher de 93 anos e sua filha de 55, foram socorridas e encaminhadas ao pronto-socorro de Penápolis.

Câmeras de segurança instaladas na via registraram o momento em que o carro atinge o grupo. É possível ver a violência do impacto e uma das vítimas sendo arremessada. Após o atropelamento, o motorista segue adiante sem parar para prestar socorro.

A Polícia Militar utilizou a placa captada no vídeo para localizar o condutor em sua residência. Identificado como Rogério Soares Cavalcanti, de 38 anos, ele admitiu ter consumido bebida alcoólica em um bar horas antes. Segundo o boletim de ocorrência, o motorista afirmou não ter percebido a presença das mulheres na via e disse ter sentido apenas um choque enquanto dirigia. Assustado, decidiu fugir.

O teste do bafômetro confirmou a embriaguez. Cavalcanti foi preso em flagrante, mas liberado após audiência de custódia mediante pagamento de fiança equivalente a dez salários mínimos. Ele responderá pelos crimes de homicídio culposo, embriaguez ao volante e lesão corporal culposa.

O caso reacende o debate sobre a condução sob efeito de álcool e os riscos que comportamentos irresponsáveis impõem à vida de pedestres e motoristas. Para familiares e moradores da região, a morte de Osmarina reforça um alerta que, segundo eles, não pode ser ignorado.


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