A vítima morreu de "insuficiência cardíaca", explicou a polícia

Mateus Omena Publicado em 04/07/2023, às 16h31
Uma enfermeira foi demitida depois de ser processada por não atender a um paciente que passou mal enquanto ela fazia sexo com ele. A tragédia aconteceu quando o casal estava se relacionando no estacionamento do hospital.
A profissional, Penélope Williams, é alvo de um inquérito no Conselho de Saúde do Reino Unido, após o incidente no Hospital Spire de Wrexham, no País de Gales.
A acusação é que Penélope não tenha procurado atendimento para um paciente da instituição onde trabalhava. A vítima morreu de "insuficiência cardíaca" enquanto mantinha relação sexual com a profissional de saúde dentro de um carro, no estacionamento da unidade médica.
Em maio, o Conselho de Enfermagem e Obstetrícia, do país europeu, declarou que suas ações equivalem a má conduta grave, informou a BBC.
Identificado apenas como "Paciente A", o homem foi achado inconsciente e com as calças abaixadas no banco de trás do veículo. A tragédia aconteceu em janeiro do ano passado, mas só foi divulgado agora com o andamento do processo contra a funcionária do hospital.
À polícia, Penelope Williams disse, na época, que havia combinado um encontro com o paciente no estacionamento naquela noite.
No entanto, na audiência no Conselho de Saúde, em fevereiro deste ano, a enfermeira deu outra versão da história. Ela contou que se encontrou com o paciente e se sentou com ele na parte de trás do carro por cerca de 30 a 45 minutos e apenas conversaram. Em seguida, segundo ela, o homem começou a gemer e morreu de forma repentina.
Na noite do incidente, Penelope tinha ido à casa de uma amiga antes de se encontrar com o paciente. Foi para essa pessoa que a enfermeira ligou, por volta de meia-noite, para pedir ajuda explicando que "alguém havia morrido".
Para a imprensa britânica, o Conselho de Enfermagem e Obstetrícia disse que a profissional colocou os próprios interesses à frente do bem-estar de um paciente.
"As ações de Penelope Williams foram desvios significativos dos padrões esperados de uma enfermeira registrada e são fundamentalmente incompatíveis com sua permanência no registro", informou o órgão.
"As conclusões neste caso demonstram que as ações de Williams foram tão sérias que, permitir que ela continuasse a exercer a profissão, minaria a confiança do público na profissão e no Conselho de Enfermagem e Obstetrícia como órgão regulador".
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