Preso por assassinar a diarista Angelina Maria Ramos, Washington Ramos Brito foi morto por dois internos que confessaram o crime e alegaram motivação emocional

Lívia Gennari Publicado em 01/03/2026, às 13h27
Dois dias depois de confessar o assassinato da própria mãe, o detento Washington Ramos Brito, de 32 anos, foi morto de forma brutal dentro do CDP 2 de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo. O crime ocorreu na noite de sábado (28), e envolveu extrema violência, segundo informações do sistema prisional.
De acordo com a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), dois internos assumiram a autoria do homicídio. Eles foram identificados como Rodrigo Galvão dos Santos e Jose Welington Matos Vitorino, que admitiram ter usado lâminas improvisadas para atacar Brito dentro do raio 1 da unidade. Policiais penais relataram que, durante uma ronda na madrugada, encontraram um dos detentos segurando apenas a cabeça da vítima.
O registro policial aponta que, além da decapitação, houveram cortes profundos no abdômen e remoção de órgãos, que foram colocados posteriormente em uma embalagem. As orelhas da vítima também foram mutiladas. A cela onde o crime ocorreu foi isolada para perícia, e ambos os suspeitos foram autuados por homicídio qualificado por motivo fútil e meio cruel.
Após o flagrante, eles foram levados ao 91º Distrito Policial, enquanto a Polícia Penal instaurou um Procedimento de Apuração Preliminar. Quando interrogados, os detentos admitiram a autoria do assassinato e disseram que reagiram ao saber que Brito havia matado a mãe por causa de um pedaço de pão; ambos afirmaram não ter mais mães e relataram que a história os comoveu, levando-os a cometer a execução brutal.
Homícídio na Zona Sul
A morte de Brito aconteceu menos de 48 horas depois de ele ter se apresentado ao DHPP. Antes disso, o homem havia sido preso em flagrante pelo assassinato da diarista Angelina Maria Ramos, de 58 anos, ocorrido na região do Campo Limpo, Zona Sul da capital.
Segundo o depoimento prestado à polícia, Brito afirmou que a mãe o teria agredido durante uma discussão, e por isso, ele teria enforcado a vítima dentro do quarto da residência. Após o crime, ele disse ter vagado pelo centro da cidade consumindo bebida alcoólica até decidir se entregar.
O corpo de Angelina foi encontrado no dia seguinte pelo filho mais novo, Renan Ramos Brito, que relatou à polícia que as brigas entre o irmão e a mãe eram frequentes e haviam se intensificado nas últimas semanas. O caso foi registrado no 89º Distrito Policial.
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