Diário de São Paulo
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Salto sem corda termina em morte

Jovem morre após salto sem equipamento de segurança em atividade de rope jump no interior de São Paulo

Testemunhas afirmam que vítima foi lançada da plataforma sem estar conectada ao sistema de cordas; seis pessoas foram detidas

Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morre após salto sem corda de segurança - Imagem: Reprodução/Instagram/
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas morre após salto sem corda de segurança - Imagem: Reprodução/Instagram/

Julio Cezar Souza Publicado em 13/06/2026, às 16h15


Uma jovem de 21 anos morreu na manhã deste sábado, durante uma atividade de rope jump realizada em Limeira, no interior de São Paulo. A vítima, identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, caiu de uma altura aproximada de 40 metros após um salto em que, segundo relatos iniciais, não estava conectada ao equipamento de segurança.

O acidente ocorreu na região conhecida como Ponte do Esqueleto, local frequentemente utilizado para práticas de esportes de aventura. De acordo com informações apuradas pela Polícia Militar, testemunhas relataram que houve uma falha operacional durante a preparação para o salto, resultando no lançamento da participante sem a fixação das cordas de proteção.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é conduzida até a plataforma. Segundos após o salto, pessoas presentes percebem a ausência do equipamento de segurança e gritam em desespero ao notar o erro.

Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas rapidamente, mas a morte foi constatada ainda no local.

Durante o atendimento da ocorrência, policiais informaram que dois envolvidos deixaram a área e seguiram em direção a uma região de mata. Com apoio do helicóptero Águia, os suspeitos foram localizados. Ao todo, seis pessoas foram conduzidas e presas para prestar esclarecimentos sobre o caso.

A investigação foi registrada no 2º Distrito Policial de Limeira, que agora busca esclarecer as circunstâncias do acidente e apurar eventuais responsabilidades criminais.

Pouco antes da tragédia, Maria Eduarda compartilhou nas redes sociais registros da atividade. Em uma das publicações, feita horas antes do salto, ela apareceu no local do evento e brincou sobre a experiência que estava prestes a viver. As imagens também mostravam a estrutura utilizada pela empresa responsável e outros participantes realizando os saltos com equipamentos de segurança.

Moradora de Jandira, na Região Metropolitana de São Paulo, a jovem costumava publicar conteúdos relacionados a esportes, atividades ao ar livre e contato com a natureza. Em seu perfil, destacava formação na área esportiva e a paixão pelo Santos Futebol Clube.

A empresa organizadora divulgava regularmente eventos de rope jump em diferentes cidades de São Paulo e Minas Gerais. Além da atividade em Limeira, havia datas previstas para os próximos meses em outros municípios. Até o momento, representantes das empresas citadas no evento não haviam se pronunciado oficialmente sobre o ocorrido.

As investigações seguem em andamento para determinar como a falha aconteceu e se houve negligência por parte dos responsáveis pela operação do salto.


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