O Corpo de Bombeiros e brigadistas de uma aldeia levaram cerca de dez horas para apagar o incêndio que atingiu uma área de mata, no sábado (21), perto de

Redação Publicado em 22/08/2021, às 00h00 - Atualizado às 16h43
O Corpo de Bombeiros e brigadistas de uma aldeia levaram cerca de dez horas para apagar o incêndio que atingiu uma área de mata, no sábado (21), perto de uma comunidade indígena e do Parque Estadual Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo. O fogo começou por volta das 10h e foi extinto pouco depois das 22h. Nenhuma pessoa ficou ferida. As causas do incêndio são desconhecidas.
Seis viaturas dos bombeiros e brigadistas indígenas, treinados pela corporação, usaram mangueiras e baldes com água, além de objetos para apagar as chamas.
Segundo a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP), as lideranças indígenas informaram que irão procurar a Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência pedindo que seja investigado o que provocou o fogo.
Incêndio atinge área de mata no Jaraguá, Zona Norte de São Paulo, neste sábado (21) — Foto: Reprodução/Comissão de Direitos Humanos OAB
“Os incêndios [são] aparentemente criminosos”, falou o advogado Arnobio Rocha, membro da comissão.
As chamas se aproximaram de seis aldeias da comunidade onde os indígenas moram, na Terra Indígena do Jaraguá.
“Desde sexta há focos, mas no sábado às 10h houve a piora, entre 14h e 16h intensificaram o combate e debelaram, mas às 17h voltou. Perto da comunidade controlaram às 20h. E perto do parque os bombeiros ficaram até umas 22h”, falou Arnobio.
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Indígenas ajudaram bombeiros a apagar o incêndio que atingiu a mata perto da aldeia onde moram no Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo — Foto: Divulgação/Comissão de Direitos Humanos OAB-SP
Os brigadistas indígenas da aldeia Tekoa itakupe acabaram sendo os primeiros a entrar na mata para tentar apagar as chamas. Eles foram treinados pelos próprios bombeiros para agirem quando surgirem pequenos focos de fogo e não em grandes incêndios.
Segundo o porta-voz dos Bombeiros, Major Marcos Palumbo, as viaturas foram acionadas duas vezes para irem ao local do incêndio. E contou com a ajuda dos brigadistas indígenas.
“O pessoal da aldeia junto com os bombeiros ajudou muito na contenção desses focos”, falou Palumbo. De acordo com ele, a presença de outras pessoas que transitam pela região pode ter ocasionado o fogo, mesmo acidentalmente. “É muito comum ter incêndio, todo ano tem incêndio ali.”

Aldeia indígena fica perto da mata atingida por incêndio no Jaraguá, na Zona Norte de São Paulo — Foto: Divulgação/Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP
Outro fator que contribui para a propagação das chamas, segundo os bombeiros, é o calor e o tempo seco, sem chuvas. Na tarde deste sábado, a cidade registrou temperaturas altas, acima de 30°C em algumas regiões, e níveis de umidade baixos, inferiores a 25%. A umidade relativa do ar ideal é de cerca de 60%, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
A baixa umidade do ar também agrava os efeitos da poluição, uma vez que dificulta a dispersão dos poluentes. O G1 não conseguiu contato com as lideranças indígenas para comentarem o assunto até a última atualização desta reportagem.

Bombeiros formaram indígenas brigadistas em 2020 — Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de SP
Uma das principais fontes de renda da região é a venda de artesanato a visitantes, que deixaram de ir ao local para evitar o risco de transmissão pela Covid-19.
A Terra Indígena Jaraguá é formada pelas seguintes aldeias:
A região de começou a ser habitada em 1966, com a chegada de um casal de indígenas. Em 1987, uma aldeia foi reconhecida como terra indígena. Em 1996 foram criadas mais aldeias.
Já o Parque Estadual Jaraguá é uma área de preservação criada em 1961, em torno do Pico do Jaraguá, o ponto mais alto da cidade de São Paulo, com 1.135 metros de altitude, na Serra da Cantareira.
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Fontes: G1 – Globo.
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