Laudo da PF será usado pelo Supremo para decidir sobre cirurgia de hérnia

Gabriela Nogueira Publicado em 17/12/2025, às 16h41
Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram no Supremo Tribunal Federal um pedido para que ele seja autorizado a realizar, de forma imediata, uma cirurgia para correção de hérnias. A solicitação foi apresentada após a realização de uma perícia médica conduzida pela Polícia Federal, etapa determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.
A avaliação ocorreu na quarta-feira e teve como objetivo fornecer subsídios técnicos para a análise do pedido. O laudo final da perícia deve ser encaminhado ao Supremo até a próxima sexta-feira, quando o ministro deve decidir sobre a autorização do procedimento cirúrgico.
A defesa sustenta que o quadro clínico do ex-presidente se agravou nos últimos dias. Desde o início de dezembro, os advogados vêm insistindo na necessidade da cirurgia, alegando piora das hérnias inguinais e o surgimento de sintomas recorrentes, como crises de soluço, que estariam afetando a rotina e o bem-estar de Bolsonaro.
Em um primeiro momento, o pedido foi negado sob o argumento de que os exames apresentados não eram recentes. Diante disso, Moraes determinou uma nova avaliação médica, a ser realizada pela Polícia Federal. Após essa decisão, a defesa solicitou autorização para que um médico de confiança realizasse um exame de imagem nas dependências da PF, o que foi permitido.
O ultrassom feito no último fim de semana confirmou a presença de hérnias inguinais em ambos os lados. A condição ocorre quando tecidos se projetam por áreas fragilizadas da musculatura e pode causar dor, desconforto e limitações físicas, especialmente em casos mais avançados.
No documento enviado ao Supremo, os advogados afirmam que o estado de saúde do ex-presidente exige intervenção médica sem demora. Segundo a defesa, os exames mais recentes demonstram evolução do quadro clínico e reforçam a necessidade de tratamento cirúrgico.
Além da autorização para a cirurgia, a equipe jurídica também solicitou que o STF reavalie o pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias, levando em conta as condições de saúde apresentadas nos novos laudos. A decisão agora depende da análise do relatório final da perícia médica.
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