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Bolsonaro passa por novo exame e defesa insiste em cirurgia imediata

Perícia médica motivou novo pedido ao STF para tratamento e cumprimento da pena em casa

Bolsonaro, preso desde novembro, enfrenta complicações de saúde e pede ao STF cirurgia e prisão domiciliar para tratamento - Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Bolsonaro, preso desde novembro, enfrenta complicações de saúde e pede ao STF cirurgia e prisão domiciliar para tratamento - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 15/12/2025, às 15h10


Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram nesta segunda-feira (15) um novo pedido no Supremo Tribunal Federal solicitando autorização para a realização de uma cirurgia de emergência. A defesa também pede que, diante do estado de saúde apontado como delicado, ele seja transferido para o regime de prisão domiciliar durante o período de recuperação.

Segundo os representantes legais, Bolsonaro apresenta um quadro clínico que se agravou nas últimas semanas, marcado por crises frequentes de soluços e pelo avanço de uma hérnia inguinal. A equipe médica que acompanha o ex-presidente teria identificado a presença de duas hérnias na região da virilha, o que, de acordo com o relatório encaminhado à Corte, exige intervenção cirúrgica imediata.

O pedido ocorre após uma série de manifestações da defesa ao STF. No início do mês, os advogados já haviam solicitado autorização para que Bolsonaro fosse levado a um hospital para avaliação médica. À época, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, determinou a realização de uma nova perícia, argumentando que os exames apresentados eram antigos e não refletiam a condição atual do paciente.

A avaliação foi feita por médicos indicados pela Polícia Federal no último domingo. Com base nos novos exames, a defesa afirma que houve uma piora significativa no quadro clínico, com aumento das dores e riscos associados à pressão abdominal provocada pelos episódios de soluço. Entre as possíveis complicações citadas estão o encarceramento ou estrangulamento intestinal, situações consideradas graves e que demandariam cirurgia de urgência.

No documento enviado ao Supremo, os advogados indicam que o procedimento recomendado é uma herniorrafia inguinal bilateral, realizada sob anestesia geral. A previsão é de internação hospitalar entre cinco e sete dias, além de um período adicional de repouso e cuidados médicos após a cirurgia.

Diante desse cenário, a defesa sustenta que a permanência em ambiente prisional poderia agravar ainda mais o estado de saúde do ex-presidente. Por isso, além da autorização para a cirurgia, solicita que Bolsonaro cumpra a pena em prisão domiciliar durante a recuperação.

Jair Bolsonaro está preso desde 25 de novembro, após condenação no Supremo por envolvimento em uma organização criminosa ligada a tentativas de ruptura institucional. Antes disso, ele cumpria pena em regime domiciliar, condição que foi revista depois de um episódio envolvendo a tentativa de danificar a tornozeleira eletrônica, interpretado pela Corte como risco de fuga.

Agora, caberá ao STF analisar o novo pedido e decidir se autoriza a cirurgia, a eventual internação hospitalar e a mudança temporária do regime de cumprimento da pena.


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