O crime ocorreu quando a menina estava a caminho de um acampamento bíblico de verão

Manoela Cardozo Publicado em 28/07/2023, às 10h02
Um ex-pastor de uma igreja nos Estados Unidos, que liderou cerimônias fúnebres por quase meio século, confessou ter sequestrado e assassinado Gretchen Harrington, a filha de 8 anos de outro pastor.
De acordo com informações do Fuxico Gospel, o crime ocorreu há quase 50 anos, quando a menina estava a caminho de um acampamento bíblico de verão.
David Zandstra, de 83 anos, admitiu sua culpa, e o procurador anunciou finalmente a resolução do caso: “O assassinato de Gretchen Harrington tem assombrado os membros da aplicação da lei desde aquele terrível dia em agosto de 1975. As famílias das vítimas costumam dizer que suas vidas foram alteradas para sempre no ‘antes’ e no ‘depois’. O assassinato de Gretchen criou um ‘antes’ e um ‘depois’ para toda uma comunidade – e para um condado inteiro”.
Na época do assassinato, Zandstra atuava como pastor da Trinity Church Chapel Christian Reform Church, localizada na Rua Lawrence 140, enquanto o pai de Gretchen era pastor da The Reformed Presbyterian Church, na Rua Lawrence 144, ambas em Marple, Pensilvânia.
No dia do trágico acontecimento, Gretchen nunca chegou à igreja e foi o próprio Zandstra quem relatou o desaparecimento dela à polícia. Quase dois meses depois, seus restos mortais foram encontrados em uma área florestal próxima.
A descoberta deste crime antigo foi impulsionada por uma mulher que preferiu manter seu nome em sigilo e que veio a público no início deste ano.
Ela informou às autoridades que suspeitava que o pai de sua melhor amiga, o então pastor David Zandstra, de 83 anos, fosse o responsável por esse chocante assassinato.
Após inicialmente negar o envolvimento no crime, Zandstra acabou por admitir ter tirado a vida de Harrington, conforme relatado pela polícia.
“Ele admitiu ter oferecido a Gretchen uma carona e levá-la para uma área arborizada próxima. O réu afirmou que estacionou o carro e pediu à vítima para tirar suas roupas. Quando ela se recusou, ele a atingiu na cabeça com um soco. A vítima estava sangrando, e ele acreditou que ela estivesse morta. Ele tentou cobrir o corpo e deixou a área”, diz o comunicado.
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