Quatro metralhadoras continuam desaparecidas após furto

Marina Roveda Publicado em 23/10/2023, às 08h17
Vinte militares, incluindo soldados e oficiais, estão sob investigação do Exército por suspeita de envolvimento no furto de 21 metralhadoras ocorrido no quartel de Barueri, na Grande São Paulo, em setembro deste ano.
Sete dos militares estão proibidos de deixar o Arsenal de Guerra devido a indícios de participação direta no crime, enquanto os outros 13, investigados por envolvimento indireto, têm permissão para deixar o local após suas jornadas de trabalho.
A recuperação de 17 das 21 metralhadoras foi anunciada durante uma entrevista coletiva do Comando Militar do Sudeste (CMSE), que destacou a colaboração entre as polícias do Rio de Janeiro e São Paulo na recuperação dessas armas. O paradeiro das quatro metralhadoras restantes ainda é desconhecido.
O general Maurício Vieira Gama, chefe do CMSE, afirmou que cerca de 20 militares enfrentam processos disciplinares por negligência na gestão e controle do armamento, enquanto alguns deles também podem enfrentar acusações criminais por participação direta no furto.
Sete militares estão proibidos de sair do Arsenal de Guerra desde 10 de outubro, com evidências de que eles podem ter tido um papel mais ativo no crime. Três destes indivíduos são considerados responsáveis diretos pelo furto, incluindo o arrombamento do paiol, o transporte das armas em um caminhão militar e a retirada do quartel.
Até o momento, nenhum militar investigado foi punido. Os militares culpados por negligência podem enfrentar penalidades administrativas, incluindo prisão temporária de até 30 dias. Já aqueles com participação direta no furto enfrentarão processos criminais na Justiça Militar, com a possibilidade de prisão preventiva e expulsão das fileiras do Exército, caso sejam condenados.
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