O governador de SP contestou as críticas e explicou como o novo modelo funcionará

Vitória Tedeschi Publicado em 28/05/2024, às 14h16
Na última segunda-feira (27), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou a lei que estabelece escolas cívico-militares no Estado.
De acordo com reportagem da Jovem Pan, o projeto visa abrir entre 50 e 100 unidades em 2025, com ao menos um policial militar da reserva como monitor para atividades extracurriculares. O modelo mantém o currículo pedagógico das escolas regulares, buscando melhorar índices escolares.
Vale citar que especialistas em educação criticam a falta de evidências sobre a eficácia do modelo cívico-militar e que os monitores militares receberão um salário maior do que o piso dos professores, R$ 5.692,50 para 40 horas semanais, comparado aos R$ 5.300 dos professores. O orçamento anual para os monitores é de R$ 7,2 milhões, oriundos da Secretaria de Educação.
No entanto, Tarcísio contestou as críticas e afirmou que o programa é opcional e depende da aprovação da comunidade escolar.
A adesão é voluntária, ninguém vai ser obrigado a estudar em uma escola cívico-militar, só vai quem quiser", disse Tarcísio.
Prefeitos demonstraram interesse em implementar o modelo cívico-militar em suas cidades. Além das escolas estaduais, o governo planeja parcerias com escolas municipais. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, já expressou intenção de aderir ao projeto. Contudo, detalhes sobre regras específicas para os alunos, como uso de uniformes, ainda não foram divulgados.
Veja como foi o evento:
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