Com 48% do projeto concluído, a passarela enfrenta desafios devido a danos causados por ressacas e erosão

Gabriela Thier Publicado em 15/08/2025, às 17h41
A retomada das obras de prolongamento da passarela sobre o Canal 6, localizado na Ponta da Praia, em Santos, no litoral paulista, ocorre após um período significativo de ressaca que afetou a região. O fenômeno natural resultou em diversos desafios e interrompeu os trabalhos anteriormente programados.
Com o objetivo de garantir a segurança dos pedestres na travessia, a estrutura está sendo ampliada devido ao avanço das marés, que tem comprometido o acesso à passarela. Durante certas marés, partes da estrutura acabam submersas, o que dificulta a circulação. Situações semelhantes ocorrem em casos de erosão, onde a perda de areia cria desníveis na passarela.
De acordo com informações da prefeitura de Santos, os trabalhos foram reiniciados na última quarta-feira (14) pela empresa Focus Consulting Engenharia, que receberá um montante de R$3.991.378,64 pelos serviços prestados. Os fundos são oriundos do Fundo de Desenvolvimento Urbano do Município.
A administração municipal esclareceu que as obras começaram em maio de 2024 e até o momento, 48% do projeto já foi concluído. Contudo, as condições adversas das ressacas deslocaram lajes pré-moldadas que estavam aguardando concretagem, algumas das quais sofreram danos e necessitaram de ajustes no cronograma e reforços estruturais.
A arquiteta Marta Moura Ribeiro Leite Flores, vinculada à Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), detalhou que as lajes danificadas passarão por um novo tratamento com tinta antiferrugem antes de serem reposicionadas, sem custos adicionais para essa atividade.
"As previsões atuais da tábua das marés permitem uma mitigação dos danos verificados ao longo das últimas semanas devido à força das marés", declarou a arquiteta em nota oficial divulgada pela prefeitura.
Atualmente, a etapa da obra na Ponta da Praia foi finalizada, restando apenas o segmento em direção à Praia da Aparecida. Embora não haja uma data específica para a conclusão dos trabalhos devido aos estragos provocados pelas ressacas, a prefeitura mantém o prazo oficial de entrega previsto para janeiro de 2026.
Cada extensão da passarela terá 10 metros e será assentada a uma profundidade de 1,40 metro abaixo do nível da areia. Além disso, melhorias nas muretas de granito ao longo dos canais também estão programadas. O status atual das obras é o seguinte:
Obras já finalizadas incluem:
Essas válvulas antirretorno são os primeiros componentes do novo sistema de drenagem urbana a serem instalados na confluência das redes das ruas Lincoln Feliciano, Alamir Martins e Jorge Tibiriçá com o canal 3, uma área frequentemente afetada por alagamentos durante eventos de ressaca combinados com chuvas intensas.
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