Marcelo Teixeira destaca que a nova arena será um marco para a Baixada Santista, com uso para jogos, shows e eventos culturais

Karina Faleiros Publicado em 09/08/2025, às 09h38
O Santos Futebol Clube teve aprovado, nesta sexta-feira (8), o projeto para construção de sua nova arena, que será erguida no mesmo terreno do atual estádio da Vila Belmiro, em Santos. O acordo foi formalizado durante evento no Palácio José Bonifácio, sede da prefeitura, com a presença do presidente do clube, Marcelo Teixeira, do prefeito Rogério Santos (Republicanos) e do diretor de Novos Negócios da WTorre, Luiz Otávio Alves.
Com investimento estimado em R$ 700 milhões, o projeto prevê não apenas a nova arena multiuso — com capacidade para 30 mil pessoas e até 600 vagas de estacionamento —, mas também melhorias na infraestrutura do entorno, incluindo revitalização de vias, instalação de câmeras de segurança e aprimoramento da sinalização.
Segundo o prefeito Rogério Santos, a proposta respeita a tradição do clube e beneficia os moradores do bairro: “A Vila Belmiro é um dos equipamentos mais importantes da região. Todas as medidas compensatórias e mitigatórias visam melhorar o convívio entre o estádio e a comunidade.” O arquiteto Luiz Volpato estima um prazo de cerca de três anos para a conclusão da obra.
Marcelo Teixeira informou que o cronograma das próximas etapas será divulgado em coletiva de imprensa, ainda sem data definida. O presidente destacou que a nova arena será um marco para a Baixada Santista: “Não será usada apenas para jogos, mas também para shows e eventos, preservando a tradição e valorizando a Vila Belmiro.” Durante as obras, a equipe deve mandar seus jogos no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, mas também avalia utilizar arenas em Santos, como as da Portuguesa Santista e do Jabaquara.
Pelo acordo, o Santos manterá o direito de superfície do estádio por 30 anos, preservando a propriedade do clube e 100% das receitas relacionadas ao futebol. A WTorre ficará responsável pela gestão operacional, locações, concessões, naming rights e eventos culturais, enquanto o clube terá participação majoritária nos lucros — entre 55% e 70%, conforme o desempenho da arena.
O clube terá até um ano, prorrogável por igual período, para solicitar a licença que autoriza o início das obras, estimadas para durar 40 meses. Ainda não há previsão para a captação de recursos ou para o começo da construção. A aprovação encerra mais de dois anos de negociações com o poder público, marcando um avanço para o Santos e para a cidade, que ganharão um espaço moderno e multifuncional, voltado ao esporte, à cultura e ao lazer.
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