Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, foi preso por ameaçar o youtuber Felca e é considerado membro de uma organização criminosa

William Oliveira Publicado em 26/08/2025, às 10h39
Na última segunda-feira (25), a Polícia Civil de São Paulo prendeu Cayo Lucas Rodrigues dos Santos, de 22 anos, acusado de ameaçar de morte o youtuber Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. Segundo as autoridades, ele é considerado um “membro proeminente” da organização criminosa chamada Country.
Baseado em Olinda (PE), Cayo atuava sob os codinomes F4llen e Lucifage e se especializou em invadir e manipular sistemas digitais de alta segurança, incluindo plataformas do Poder Judiciário e do Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), além de bancos de dados das polícias civis do Ceará, Pernambuco e São Paulo.
A prisão foi realizada por uma equipe do Deic, após o cumprimento de um mandado temporário de cinco dias expedido pelo TJSP. Na decisão, a Corte destacou a alta periculosidade do acusado e seu desprezo pelas instituições estatais, diferenciando-o da criminalidade comum.
Um adolescente de 17 anos também é apontado como cúmplice. De acordo com a investigação, a dupla já teria provocado prejuízos a pelo menos 400 vítimas, com crimes que incluem exploração sexual virtual de menores, apologia ao nazismo e incentivo à automutilação.
Ameaças a influenciadores
As ameaças contra Felca começaram após ele divulgar conteúdos sobre pedofilia e adultização na internet, o que levou à prisão do influenciador Hytalo Santos, em 15 de agosto, por tráfico humano e exploração sexual infantil. Em represália, Cayo e o adolescente enviaram mensagens violentas contra Felca e também contra a psicóloga Ana Dornellas Chamati, que havia concedido entrevista ao youtuber.
Entre as mensagens recebidas, havia ameaças de morte e violência brutal contra familiares da psicóloga.
Além disso, Cayo chegou a falsificar documentos e inserir no BNMP um mandado de prisão preventiva contra Felca, simulando a emissão do Judiciário. Ele também teria utilizado esse acesso para punir um “cliente” que não pagou pelos serviços ilícitos contratados.

As atividades criminosas do grupo eram divulgadas em redes sociais administradas pelo próprio Cayo.
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