Vitor Felisberto Medrado foi morto a tiros no Itaim Bibi em 13 de fevereiro deste ano

Lívia Gennari Publicado em 19/03/2025, às 12h02
A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quarta-feira (19), o segundo suspeito envolvido no assalto que resultou na morte do ciclista Vitor Medrado, de 46 anos. O crime aconteceu em 13 de fevereiro deste ano, no Itaim Bibi, região nobre de São Paulo.
O crime
A vítima estava em cima da bicicleta, na calçada da Rua Brigadeiro Haroldo, por volta das 6h12, quando foi abordado por dois homens que estavam em uma moto. O criminoso que estava na garupa disparou contra o ciclista, atingindo-o no pescoço. Após atirar, abaixou-se para pegar um objeto do chão, que segundo informações da polícia, era o celular do ciclista. Vitor foi levado ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu.
A prisão dos suspeitos
A Polícia Civil de São Paulo prendeu dois homens suspeitos de envolvimento no crime:
Delegado Osvaldo Nico comemora prisão de um dos suspeitos
A vítima
Natural de Belo Horizonte (MG), Vitor Medrado, de 46 anos, era um ciclista experiente e praticava o esporte regularmente. Pelas imagens das câmeras de segurança da rua onde ocorreu o crime, é possível notar que Medrado não reagiu ao assalto e foi morto antes mesmo de entregar o celular.
Vitor era representante da equipe da Associação Sertanezina de Ciclismo e participava de competições e eventos na região de Ribeirão Preto (SP). Antes de estabelecer residência permanente em São Paulo, Medrado também atuou como professor de ciclismo em um projeto social na cidade de Sertãozinho, no interior de São Paulo.
Amigos e familiares prestaram suas homenagens e também expressaram revolta com o crime.
"Descanse em paz, meu amigo. Você deixou um legado no coração de cada um que conviveu contigo", escreveu uma amiga de Vitor em uma publicação.
Outro colega do ciclista lamentou o fato: "Ninguém merece morrer por estar usando um celular."
Em um desabafo nas redes sociais, Jaquelini Pereira, a esposa de Vitor, declarou a saudade sentida pelo companheiro. "Uma saudade absurda, um silêncio que não conforta, uma dor que não permite ter paz".

A investigação
O crime foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte). Ainda nesta quarta-feira (19), o Secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, falou sobre o caso em uma coletiva de imprensa e comemorou a prisão dos principais suspeitos.
"Esse recado é para os criminosos do Estado de São Paulo: vocês vão cometer crimes e a gente vai caçar vocês, a gente vai prender vocês, porque nós fazemos um trabalho sério", exclamou.
Apesar dos envolvidos estarem presos, Derrite apontou para as falhas existentes na legislação brasileira e os impactos das mesmas na segurança da população.
"O criminoso dá risada da lei do Brasil. Enquanto nós não mudarmos isso (a legislação), infelizmente novas vítimas vão perder a vida. Mas, tenho certeza que o momento é ideal para que isso aconteça".
A partir de agora
Com a prisão dos principais suspeitos, a investigação agora avança para consolidar as provas e encaminhar o caso à Justiça. Será necessário:
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